1º trem da Linha 13-Jade, vindo da China, desembarca no Porto de Santos

Nova composição atenderá ligação entre o Aeroporto de Guarulhos e a Capital Paulista - Foto: Divulgação/CPTM

O primeiro dos oito trens adquiridos pelo Governo do Estado de SP na China para circular na Linha 13-Jade da CPTM desembarcou no Porto de Santos, na manhã desta quinta-feira (5). O trem embarcou para o Brasil em 20 de junho em navio especial que atracou no porto na noite dessa quarta-feira (4).

O trem tem oito vagões, que serão transportados em carretas para a Oficina de Presidente Altino, da CPTM, onde vai passar por testes nos sistemas elétricos, mecânicos e de sinalização, antes de entrar em operação na Linha 13-Jade, que liga o Aeroporto Internacional de Guarulhos à Capital Paulista.

Os principais diferenciais dessa frota, chamada 2500, são o bagageiro para malas pequenas localizado acima dos assentos e o espaço específico para malas grandes. Esses itens vão garantir conforto na viagem até o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Atualmente, circulam na Linha 13-Jade trens novos do mesmo padrão das demais linhas da CPTM.

“Os trens fabricados na China para a Linha 13-Jade são equipados com tecnologia de ponta e bagageiros para oferecer o máximo de conforto para os passageiros que têm como destino o Aeroporto de Guarulhos. A previsão é que o trem que desembarcou hoje em Santos entre em operação em dezembro, após passar pelos testes obrigatórios na oficina da CPTM, que complementam os testes já feitos na fábrica chinesa”, afirma o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

O consórcio Temoinsa-Sifang venceu a licitação internacional com a apresentação da melhor proposta no valor de R$ 316,7 milhões para a fabricação dos oito trens. A aquisição dessa frota está sendo financiada com recursos do Banco Europeu de Investimento (BEI), que disponibilizou € 85 milhões para o Governo do Estado de São Paulo.

A exemplo das frotas das outras seis linhas da CPTM, os trens chineses têm 170 metros de comprimento. Possuem salão contínuo de passageiros (passagem livre entre os carros), monitoramento com câmeras na parte externa e interna, além de serem acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência. Também dispõem de monitores digitais internos com informações sobre a prestação de serviços e reconhecimento eletrônico automático do maquinista por meio de biometria.

Com informações da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de SP