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A ironia e o deboche são contrários ao senso de humor e a alegria

A alegria e o senso de humor devem fazer parte da Alma humana como dádivas ou valores que expressem a força do Espírito. E se revelam, no geral, no caráter de uma pessoa, como dons que tornam a vida mais alegre e, principalmente, mais suave para quem os possui e para os seus semelhantes. São, pois, qualidades admiráveis que, muitas vezes, se revelam como verdadeiros talentos, dignos de admiração e que podem até mesmo incrementar profissões, sobretudo aquelas ligadas aos universos da comunicação e da arte. Esta é uma qualidade da Alma que, como o Sol que irradia Luz e Calor, deve sempre promover satisfação extrema e provocar nos ambientes o intenso contentamento, que no particular – quase sempre – suaviza a dor e traz a paz que leva, geralmente, à reflexão e a gratidão. É, por essa razão, provavelmente, que as pessoas alegres e com senso de humor exercem forte magnetismo ao seu redor, sempre atraindo pessoas inteligentes e de bom gosto para as suas relações, pois contribuem, normalmente, para a elevação da autoestima. Quando, porém, essas qualidades se expressam de maneira desequilibrada, em forma de deboche ou ironia – como qualquer virtude que em excesso se revela como vício – provocam em torno do próprio individuo uma atmosfera negativa, que afasta tudo aquilo que pode ser benéfico e que, de certa forma, o protege e aqueles que se encontram ao seu redor. Pois, tais atitudes ou comportamentos negativos, adversas à prática do bem, promovem a desarmonia e criam o ambiente ideal para os acontecimentos nefastos, estimulando, muitas vezes, o ódio, o preconceito e, até mesmo, a vingança. É verdade – penso eu – que, muitas vezes, é sútil a diferença entre o senso de humor e a ironia. Porém, o primeiro estimula a alegria e promove elogios já, o outro, traz a revolta e causa mágoa. Empregar, pois, essas qualidades da alma é uma arte e, bem sabemos, nem todos são verdadeiros artistas. Mas, como se trata de comportamento, nada impede que, conscientemente, possa ser estimulado e aperfeiçoado.

José Paulo Ferrari – 11 de agosto de 2015

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