Boa parte das franquias adolescentes que tem sido lançadas nos cinemas nos últimos anos seguem um fórmula à risca: apresentam uma problemática interessante, mas acabam caindo no habitual drama romântico. Basta rever Crepúsculo ou Instrumentos Mortais para corroborar a afirmação. E, infelizmente, A 5ª Onda não escapa de tal fórmula.
Adaptação do livro homônimo escrito Rick Yancey, A 5ª Onda retrata a história de Cassie (Chloe Grace Moretz), uma adolescente comum que, após uma invasão alienígena, tem que lutar pra sobreviver. Como uma forma de colonizar a Terra, os alienígenas começam a tomar o planeta por etapas (ou ondas). Na primeira, tomam a energia do planeta, na segunda, destroem as cidades com terremotos e tsunamis, na terceira, espalham um vírus mortal, na quarta, começam à abduzir os humanos remanescentes, fazendo da quinta e derradeira onda o grande mistério do filme.
À primeira vista, o filme desenvolve bem a premissa proposta. Na tentativa de atingir um público amplo, os roteiristas recheiam a trama do filme com referências à outras franquias adolescentes que vão desde Jogos Vorazes até Divergente. Ressaltando que, como espectador do filme e não leitor do livro, não dá pra afirmar que tais referências estão presentes também no livro ou só no filme.
Infelizmente, metade do filme se dedica a desenvolver um romance que se revela pouco importante para o desenvolvimento da trama. Durante sua caminhada pela sobrevivência, Cassie conhece Evan (Alex Roe), o jovem misterioso que a salva durante um ataque, e que rapidamente se torna seu interesse amoroso. O problema disso é que a história não apresenta uma razão ou motivo plausível para que um se apaixone pelo outro. Tudo ali é apresentado ao público de forma muito bruta, deixando muitas pontas soltas. Talvez esse mistério amoroso seja questão para uma possível sequência do filme.
Também foi um desperdício contratar um ator tão bom como Liev Schreiber para viver uma pessoa tão ínfima e superficial. Seu personagem é completamente desimportante, deixando apenas a expectativa de que seu personagem ganhe mais espaço no futuro filme.
Apesar de todos os seus defeitos, a franquia iniciada com A 5ª Onda ainda pode render bons frutos. Basta ficar na esperança de que, nos próximos longas, os personagens receberão sua profundidade necessária, assim como será encontrada uma forma de evitar os clichês inerentes à esse gênero das franquias adolescentes.
Nota: 5/10