Quem irá para o segundo turno? E aí, quem irá apoiar quem?
Valdir Carleto
Se na eleição municipal, o candidato do DEM, Eli Corrêa Filho, ficar em primeiro lugar e o do PT, Elói Pietá, ficar em segundo e, digamos, Fausto Miguel Martello (PSD) em terceiro; Guti (PSB) em quarto, Jorge Wilson (PRB) em quinto e Carlos Roberto (PSDB) em sexto, Wagner Freitas em sétimo, quem apoiará quem no segundo turno?
Certamente, Guti e Carlos Roberto tendem a juntar-se a Eli Corrêa. Jorge Wilson e Wagner Freitas é mais provável que somem com o petista. E Martello? Eis a questão.
E se o primeiro for Elói e o segundo, Guti, por exemplo, quem Eli apoiará se tiver ficado em terceiro?
O nó da eleição deste ano é que, para buscar uma das vagas no segundo turno, os candidatos de oposição ao PT irão engalfinhar-se, devem bater muito um no outro no primeiro turno, dificultando uma aliança no outro round. Dividindo os votos da oposição, é muito difícil que Pietá não esteja no segundo turno, porque há uma parcela da população que ainda é simpática a ele e outra parcela vota no PT sistematicamente.
Digamos que o candidato primeiro colocado atinja 25% dos votos válidos e o PT conquiste 16%: restariam 59% a serem divididos entre os outros candidatos, em uma média de 5 a 15% cada.
A grande dúvida é se o fato de um ou outro candidato pender para um lado ou para o outro levará o eleitorado a seguir o mesmo rastro.
Outra grande dúvida: Se no segundo turno estiverem Eli e Martello, por exemplo, o que Pietá fará? Apoiará um deles? Quem? Ou defenderá o voto nulo, que, no fim das contas, não mudará a vontade do eleitorado em geral, pois um será eleito de qualquer forma?