O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC-AL) é alvo de inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de ter recebido propina em um contrato de construção do prédio da BR Distribuidora em Salvador (BA) em 2013. A suspeita é de que ele tenha cometido o crime de corrupção passiva. A investigação está em andamento na Polícia Federal e foi autorizada dia de junho pelo ministro Teori Zavascki.
De acordo com reportagem do portal G1, a apuração se baseia na delação premiada do ex-diretor da Petrobras e da BR Distribuidora Nestor Cerveró, que relatou que foi procurado pelo empresário baiano Paulo Roberto de Oliveira, interessado em aproveitar a valorização do escritório da BR Distribuidora na Bahia. A proposta era que a empresa tivesse um novo prédio, com especificações definidas para atender a subsidiária.
O negócio ficou 60% com a OAS e 40% com Paulo Roberto de Oliveira, segundo a delação. De acordo com Cerveró, ele próprio receberia R$ 500 mil de propina e outro diretor da BR, Vilson Reichenbach, mais R$ 500 mil.
Segundo o ex-diretor, o ex-ministro de Collor, Pedro Paulo Leoni Ramos, que era o operador de Collor na BR Distribuidora, acertou propina com Leo Pinheiro, da OAS “em valores que não sabe precisar, em nome de Fernando Collor”.
“A BR era um feudo de Collor desde 2009, quando sua presidência e duas diretorias foram entregues pelo presidente Lula a Collor”, contou Cerveró.
Fonte: G1
