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Ex-secretário de Guarulhos é preso em nova Operação da PF

O ex-secretário Valter Correia da Silva, que integrou o time do ex-prefeito de Guarulhos Elói Pieta (PT), em sua primeira gestão (2001 a 2004), como secretário de Administração e Modernização, foi preso na manhã desta quinta-feira, 23, após deflagração da Operação Custa Brasil, desmembrada da Lava Jato.

Correia estava no cargo de secretário da gestão de Fernando Haddad desde março de 2015. Porém, a Prefeitura de São Paulo informou que Correia solicitou exoneração do cargo para poder se defender das acusações, que nada tem a ver com a administração da capital.

O ex-secretário é apontado como um dos beneficiários da propina desviada do contrato da empresa Consist Software, no Ministério do Planejamento, que administrava a folha dos servidores federais para serviços do sistema de empréstimos consignados desde 2009 até o fim do ano passado.

Em outubro de 2015, o petista Alexandre Romano, ex-vereador de Americana, foi preso por desvios de recursos de contratos do Ministério do Planejamento para a Consist. Esse dinheiro teria sido usado para campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores.

Além do agora ex-secretário de Gestão paulistano, também foram presos Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunicações dos governos Lula e Dilma, e o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira.

Investigações em 2004

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo do ano de 2004, o Ministério Público Estadual investigou um suposto favorecimento da Prefeitura de Guarulhos a uma empresa do ex-tesoureiro do Instituto Florestan Fernandes.

Gravações telefônicas veiculados na sessão da Câmara Municipal de 3 de março de 2004, pelo então vereador Waldomiro Ramos, continham conversas em que membros do primeiro escalão da prefeitura negociam com o tesoureiro a contratação de uma fundação por R$ 3,070 milhões.

As conversas envolviam o então secretário municipal da Administração, Valter Correia da Silva, sua secretária-adjunta, Maria Isabel Fonseca, e os sócios da Frontservices S/C Ltda., César Augusto Massaro e Washington Luiz Vianna. Os diálogos tratam de um contrato que teria como titular a Fundep (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa), instituição vinculada à UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

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