Não era para acontecer, mas acontece. Turistas, profissionais a trabalho e residentes estrangeiros às vezes morrem em países diversos ao seu de origem, e é preciso realizar a Repatriação Funerária, ou seja, a repatriação do corpo do país onde faleceu para o país de origem. Outra possibilidade é a da repatriação das cinzas ou restos mortais, se a família optar pela cremação no local do falecimento e transporte das cinzas para outra região.
Estima-se que cerca de 1,5 mil brasileiros morrem todos os anos em outros países, segundo o registro de óbitos pela Rede Consular brasileira no exterior e parte é repatriada.
No Brasil, além do crescente número de estrangeiros que vivem aqui, também tem aumentado o fluxo de turistas, com o registro de quase 6.5 milhões em 2015, contra 5.8 milhões em 2013.
Em razão das Olimpíadas, o serviço poderá ter uma demanda maior. “Ampliamos os nossos convênios internacionais para atender a repatriação para todos os continentes”, diz Gisela Adissi, diretora do Grupo Primaveras, e vice-presidente do Sincep (Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil). “Internamente, também treinamos os funcionários para esse atendimento, inclusive oferecendo curso de inglês”.
A repatriação envolve diversas regras e documentações pelos países envolvidos (onde faleceu, e para o país de destino); além das exigências sanitárias, entre outras. “Tempo e custos variam de acordo com os países envolvidos, porque cada um tem suas regras”, afirma Gisela. “E, para conseguir as autorizações e o transporte do ente querido falecido, todas as exigências devem ser observadas”, destaca.
Gisela Adissi relembra um caso de repatriação envolvendo uma turista norte-americana em visita à Amazônia. “Fomos contatados pela NFDA (Associação dos Diretores Funerários dos Estados Unidos) para poder ajudá-los em um caso complexo”, disse. “A repatriação foi realizada, e a família pôde prestar as últimas homenagens”, conclui.
Em 18/08, a convite da Exponaf (Exposição Nacional de Artigos Funerários), Gisela Adissi ministrará uma palestra sobre “Repatriação Funerária – O que é importante saber”, em Pinhais (PR).
Trâmites para repatriação funerária:
Preparação do corpo – Embalsamamento – processo para a conservação do corpo; ou cremação para o transporte das cinzas;
Transporte – Há exigência de urnas próprias para a viagem, tanto para o transporte do corpo quanto das cinzas; contratação de empresa área ou terrestre, se possível.
Documentação – contato com consulado do país de origem do falecido para conhecimento e providências, como atestado de óbito, certificado da Vigilância Sanitária ou órgão equivalente do país, entre outros.
Sobre o Grupo Primaveras
Há 44 anos no mercado, o Grupo Primaveras é um dos principais do segmento funerário do país, formado por dois cemitérios parque, crematório, columbário, funerária, floricultura e plano de assistência funeral preventiva. Situado em Guarulhos (SP), realiza atendimento completo nacional e internacional. A administradora de empresas Gisela Adissi é diretora do Grupo Primaveras e vice-presidente do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep).
