Por Tamiris Monteiro
Fotos: banco de imagens
Pode não parecer, mas as cobranças sociais não acontecem apenas na fase adulta. Durante a infância, muitos pais, querendo proporcionar um bom futuro aos filhos, acabam sobrecarregando os pequenos com tarefas e atividades excessivas para a idade. Isso geralmente acontece porque, ao buscarem atividades extracurriculares para os filhos, desconsideram seu desejo e, com a intenção de prepará-los para a fase adulta – especialmente para o campo profissional -, impõem tarefas que julgam serem as melhores, como cursos de idiomas, de música, prática de esportes e outros.
Para que os pequenos não sofram tanto com o excesso de atividades, mas também tenham consciência de que é preciso ter metas, é possível começar delegando alguns cuidados pessoais e afazeres domésticos simples, como pedir para que guardem os brinquedos a partir dos dois anos, por exemplo. “Conforme a criança for assimilando e incorporando cada desafio do seu dia a dia, é possível aumentar a complexidade dos afazeres. No entanto, é importante que os pais estejam cientes de que as metas estabelecidas devem sempre ser compatíveis com a idade e estar dentro de suas capacidades. Também é relevante tornar a atividade prazerosa e valorizar o esforço, elogiando cada sucesso, pois o reconhecimento estimula o interesse na participação e o desejo de ir além”, ensina a psicóloga Maysa Fagundes.
Independente da idade, as tarefas devem ser sempre supervisionadas. Em determinadas idades, por questões de segurança e, mais adiante, para garantir sua execução e a aquisição do aprendizado proposto. “Muitas vezes, os pais criam uma rotina e acreditam ser o bastante para que a criança ou jovem se comprometa; entretanto, é imprescindível acompanhá-los para orientar e auxiliar quando for preciso”, ressalta. Maysa.
Confira a reportagem especial da Revista Guarulhos – 114 (Não é da sua conta)
