Por Kelly Saito
Os Jogos Olímpicos começaram e com eles muitos esportes que talvez você ainda não conheça tão bem. Mas, calma! Pensando nisso, resolvemos falar um pouco de algumas modalidades mais desconhecidas, na intenção de deixar você por dentro de tudo que acontece, para que assim possa acompanhar os jogos com mais propriedade. Talvez você já tenha ouvido falar sobre alguns deles, embora no Brasil sejam pouco conhecidos. Mas, sabe sobre suas regras e como funcionam? Se a resposta foi não, eis aqui uma boa chance para se inteirar e ficar de olho no juiz. Acompanhe.
Alguns dizem que é um misto de tênis e vôlei de praia, jogado com uma peteca e uma raquete. De fato, é parecido com o tênis; no entanto, a bola é substituída pela peteca, que deve ser arremessada para o lado adversário. Quem deixar cair perde o ponto. A peteca também não pode tocar no corpo do jogador, sob pena de falta e um ponto para o adversário. São três sets, podendo ser jogado individualmente ou em duplas. O set acaba quando um dos jogadores alcança 21 pontos. No caso de empate por 20 a 20, vence o competidor que abrir dois pontos de diferença primeiro ou até que um dos jogadores chegue a 30 pontos. A origem do esporte é nebulosa, mas a história do badminton moderno começa na Índia, em meados de 1870, com o nome de poona. Passou a se chamar badminton quando oficiais da marinha britânica conheceram o jogo e o levaram para a propriedade de Badminton, pertencente ao duque de Beaufort’s, em Gloucestershire, Inglaterra. A estreia nos Jogos Olímpicos aconteceu em 1992, em Barcelona, na Espanha. Ygor Coelho e Lohaynny Vicente defenderão o Brasil nessa modalidade.
Cheio de adrenalina, este esporte é praticado em caiaques ou canoas em águas agitadas e turbulentas, naturais ou artificiais, em percursos que variam de 250 a 400 metros de extensão, onde se penduram de 18 a 25 balizas, também chamadas de portas. Pelas balizas de cor verde, o atleta deve passar descendo o rio e pelas vermelhas, subindo. As portas são posicionadas de modo que o atleta tenha que mudar constantemente de direção, aproveitando as diferentes correntes, ondas e refluxos do trajeto, sem cometer erros. As embarcações largam uma a uma, com intervalo de cerca de um minuto entre elas. O tempo é cronometrado por uma equipe de árbitros, que também marca as faltas. Se o competidor tocar em uma porta, dois segundos são acrescentados em seu tempo. Já quem passa pelo lado errado da porta ou em sentido contrário ganha 50 segundos. A colocação das balizas, geralmente, é feita após os treinamentos; ou seja, os atletas não sabem onde estarão posicionadas. Nos caiaques, o atleta posiciona-se sentado e utiliza um remo de duas pás. Nas canoas, o atleta vai ajoelhado e utiliza um remo de uma só pá. As provas são disputadas individualmente ou em duplas, além das provas de equipes, quando três barcos descem a pista juntos. Inspirado no esqui slalom, estreou nos Jogos de Munique, em 1972. Ana Sátila, Anderson Oliveira, Charles Corrêa e Felipe Borges são os atletas que defenderão o Brasil nessa modalidade.
Disputado em cinco etapas, o pentatlo moderno compreende as provas de natação, esgrima, hipismo e uma prova combinada de atletismo e tiro. Todas as modalidades são disputadas no mesmo dia, sendo que os resultados das quatro primeiras provas determinam a ordem de largada da corrida. O melhor colocado larga em primeiro e assim por diante, de acordo com a diferença de pontos entre eles transformada em segundos. O pentatlo foi um dos primeiros esportes a integrar o quadro de modalidades disputadas nos Jogos Olímpicos da Antiguidade e estreou nas Olimpíadas em Estocolmo, em 1912. Depois de algumas adaptações, criou-se o pentatlo moderno praticado hoje. Sempre restrito aos homens, passou a contar com disputas femininas em Sidney, em 2000, quando 36 mulheres competiram. Representando o Brasil nessa modalidade estão Felipe Nascimento e Yane Marques, que foi escolhida para representar o Brasil como porta-bandeira na cerimônia de abertura.
Rúgbi de 7
Conhecido mundialmente como “esporte de cavalheiros”, o rúgbi tem como objetivo levar a bola até o gol adversário e apoiá-la contra o solo. É permitido correr com a bola, chutá-la e passá-la para um companheiro de equipe, mas é proibido passar a bola para frente; só é possível passá-la para frente com pontapés, sendo que, neste caso, só podem perseguir a bola o chutador, os jogadores que estiverem em linha ou atrás do mesmo no momento do chute. No geral, a bola oval passa de mão em mão, para o lado ou para trás, até atravessar todo o campo e marcar o ponto sem perder a posse de bola. É um esporte de contato físico, mas o jogador só pode ser derrubado quando estiver com a bola.
O rúgbi começou a ser disputado nos Jogos Olímpicos de 1900, em Paris, tendo se mantido na grade de programação por quatro anos, quando era disputado com 15 jogadores. Em seguida, foi retirado dos Jogos pelo Comitê Olímpico. No entanto, em 2009, o COI incluiu novamente o rúgbi nos Jogos Olímpicos, alterando o nome para rugby sevens; por aqui, rúgbi de 7. Essa reestreia acontece exatamente nos Jogos Olímpicos do Rio, mas é na Europa que o rúgbi é mais disputado e conhecido. 24 São 24 os atletas representam o Brasil na modalidade.