Família recebeu telefonemas denunciando ritual de magia negra
O caso que comoveu e enlutou a cidade de Guarulhos ainda não chegou a um fim. Isso porque a polícia espera os resultados dos exames feitos pelos peritos do Instituto Médico Legal (IML), que podem revelar se a causa da morte de Kauã Gabriel de Jesus Santos, de 1 ano e 6 meses, foi acidental ou trata-se de assassinato.
O menino desapareceu no dia 18 de julho, por volta das 15h, ocasião divulgada em primeira mão pelo portal Click Guarulhos como rapto, baseado nas informações fornecidas por familiares; rapidamente, a notícia foi espalhada pelas redes sociais. Infelizmente, na tarde de sexta-feira, 19 de agosto, Kauã foi encontrado às margens de um córrego no Jardim Hanna, que passa próximo à casa da família. O corpo estava mutilado e em estado avançado de decomposição, o que não permitiu ser reconhecido num primeiro momento. Um homem que recolhia materiais recicláveis no local viu o corpo e acionou a polícia. Jakeline Aparecida de Jesus, mãe do garoto, reconheceu ser o filho a partir do tênis que o menino vestia no dia de seu desaparecimento.
Kauã sumiu após Jakeline deixa-lo brincando – outras crianças faziam o mesmo – na rua em frente à casa da avó, na Comunidade Vitória, no bairro Cidade Soberana, por alguns minutos, enquanto teria ido ver a máquina de lavar roupas. Na época, reportagens apontavam que o garoto correu atrás de um galo e então desapareceu. Vizinhos disseram que uma mulher estranha estaria rondando a vizinhança desde a manhã daquela segunda-feira. A única testemunha, que viu uma mulher muito bem vestida chamando a criança, não conseguiu dar informações suficientes à polícia, que não conseguiu reproduzir o rosto da suspeita num retrato falado. “Vem com a tia, vem. Vem com a tia”, era o que a suposta sequestradora dizia.
No dia 21 de julho, a Guarda Civil Municipal contribuiu com as investigações, quando um dos cães cheirou a palmilha do tênis da criança e levou os policiais até uma trilha íngreme, pouco usada pela comunidade, que dá acesso a uma rua asfaltada. Ali, o animal não farejou mais os rastros do garoto, indicando que ele teria sido levado por algum veículo.
Parentes do menino, em reportagem do SBT, contaram que receberam telefonemas de pessoas que diziam que a criança teria sido raptada e morta para um ritual de magia negra.
Kauã foi enterrado neste domingo, 21, no cemitério Campo Santo, na Vila Rio. Parentes, amigos e um número expressivo de populares que acompanharam todo o caso do menino estiveram presentes para expressar condolências à família.
