Para o regozijo do povo católico, em particular, e dos cristãos, no geral, através de um ato papal que deverá ocorrer no próximo domingo, dia 4 de setembro, a divina Madre Tereza de Calcutá será, finalmente, considerada Santa. E, por essa razão, a partir de então, merecedora das preces, das súplicas e das orações daqueles que sentem por ela profunda devoção e que aprenderam, de alguma forma e ao longo de quase setenta anos, a reverenciar suas inúmeras obras de caridade junto aos mais humildes e necessitados.
Os exemplos de Fé, Esperança e Caridade, realizados ao longo da vida dela, que ficou conhecida, também, como a Santa das Sarjetas, mesmo antes do processo canônico, são reconhecidos em todo o mundo, ainda que pese sobre ela, através de outras correntes de pensamentos, a imagem de uma falsa ideologia, sobretudo porque ela era contra o aborto, o controle de natalidade e outras concepções defendidas no mundo atual como comportamentos saudáveis.
Autora da frase: “A paz começa com um sorriso”, entre tantas outras que incentivavam a concórdia universal e a prática da caridade entre os homens, a dedicação dessa sublime mulher aos pobres mostrou ao mundo a força e a dimensão do verdadeiro Amor que os homens devem uns aos outros, independentemente de suas crenças, religiões ou ideologias.
Poder reverenciar a Alma de uma nobre mulher, sobretudo de alguém que, com humildade e intensa dedicação à causa humana ofereceu sua própria vida para o bem do outro, dignifica, também, todos que mantém os olhos voltados para o futuro e que, de alguma forma, trabalham pela igualdade social. Assim – creio – o fato que acontecerá no domingo, em Roma, estende, também, sobre aqueles que acreditam na força do Amor o manto da fraternidade que estimula às ações contra as desigualdades sociais. Portanto, o ato papal, que oficialmente deverá ocorrer agora, será somente a consagração e o reconhecimento da obra de Madre Tereza de Calcutá, já que foram seus atos, suas ações de amor e solidariedade uma contribuição para que o mundo fosse um pouco melhor.
São José dos Campos, 30 de agosto de 2016
José Paulo Ferrari
