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Acnes em adultos

Por Val Oliveira

A acne ou espinha, como é popularmente conhecida, é algo comum no período da puberdade e adolescência. Porém, existe um tipo de acne mais severa que ultrapassa este período e, além da dor e aparência que incomoda a maioria das pessoas, provoca cicatrizes e manchas que intensificam os sinais da idade.

A acne severa que acomete adultos geralmente não apresenta a característica pontinha amarelada, o que faz com que muitas pessoas a chamem, erroneamente, de “espinha interna”. De acordo com a dermatologista Larissa Viana, esse tipo de acne não eclode para fora da pele, assim como as outras espinhas, por conta do acúmulo de sebo na região.

“A expressão ‘espinha interna’ não está correta, porque o que acontece é uma alta concentração de oleosidade e bactérias na região, na qual o sebo obstrui o caminho, causando uma inflamação que deixa a região avermelhada e inchada, sem aquela ponta de pus, dando a aparência de entrar por dentro da pele”, explica Larissa.

Causas

Já a dermatologista Angélica Pimenta informa que a acne é uma doença que costuma aparecer entre 14 e 18 anos e tem como uma das causas o aumento de hormônios como a testosterona, por exemplo. Aparecem com mais frequência na região da face e costas, mas, na maioria dos casos, o problema acaba assim que os hormônios se equilibram.

Na fase adulta, podem ter como causa a genética, o estresse, o desequilíbrio hormonal e a infecção por bactérias e medicamentos. Além disso, devido à maior variação hormonal, as mulheres estão mais suscetíveis ao problema. “Atinge em maioria as mulheres, porque elas sofrem com a influência de hormônios sexuais, o estresse dos dias corridos e uma alimentação pobre em nutrientes, fatores que agravam ou predispõem o surgimento de espinhas na fase adulta. Contudo, isso não impede que os homens adultos apresentem o problema, porém, ainda que com menos frequência”, diz.

Tipos de acnes

De acordo com Angélica, as acnes são classificadas em cinco tipos e apresentam as seguintes características:
Grau I ou comedônica: comedões abertos ou fechados sem sinais inflamatórios;
Grau II ou pápulo-pustulosa: comedões, pápulas vermelhas e inflamadas e pústulas (espinhas) com pus;
Grau III ou nódulo-cística: aparecimento de cistos, ou seja, de lesões mais profundas, inflamadas e dolorosas;
Grau IV ou conglobata: nódulos, abcessos e cistos purulentos, muito inflamados e intercomunicantes. Essa forma da doença pode conferir ao portador aspecto desfigurante;
Grau V ou fulminans: forma rara que provoca queda do estado geral do paciente e exige internação hospitalar.
“No caso da acne severa, identificada como grau quatro, acomete de forma mais agressiva, provocando um conjunto de lesões próximas em uma mesma região, com inflamações e causando deformações na pele. Esse tipo de acne necessita de intervenção e tratamento o mais rápido possível, pois as cicatrizes que ela provoca realmente são de difícil controle e tratamento estético”, detalha Angélica.

Tratamentos e prevenção

Para tratar a acne severa, a indicação é não espremer. Deve-se procurar um dermatologista, que irá identificar a causa do problema, pois só um profissional gabaritado tem condições de examinar, acompanhar, orientar e tomar medidas eficazes e seguras, sem correr o risco de deixar a pele manchada. E depois que as espinhas estão instaladas, há formas de eliminar as manchas e os furinhos na pele, mas o tratamento exige paciência.

“É necessário buscar tratamento dermatológico. Em alguns casos, é preciso o tratamento hormonal para eliminar o problema”, diz Angélica.

“Para o tratamento de espinhas com altos níveis de inflamação, geralmente são indicados medicação oral e tratamentos faciais como os peelings químicos, peeling de fenol light, CO2 com drug delivery, microagulhamento e skinbooster”, fala Larissa.

A fim de prevenir as indesejáveis acnes, as profissionais dizem que é preciso estar sempre de olho nos níveis hormonais, principalmente as mulheres, assim como é aconselhável a prática de atividades físicas regulares, a fim de controlar o estresse, que é um dos “gatilhos” do problema. Além disso, pessoas com pele oleosa devem evitar o uso de produtos como loção, maquiagem e hidratante gordurosos. “Uma alimentação balanceada e cuidados diários de limpeza do rosto também são bem-vindos”, completa Larissa.

Clínica Larissa Viana
Dermatologia e Cosmiatria
Rua Dr. Ramos de Azevedo, 159
sala 1901, Centro.
2409-2586.
www.larissaviana.com.br

Angélica Pimenta – Dermatologista
Rua Serra, 26, cj. 7 e 8, sobreloja
Jardim Sta Mena.
3852-6208.
www.angelicapimenta.com.br

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