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Qual o melhor tipo de sal para o consumo diário?

Por Val Oliveira

O sal é muito usado para conferir sabor e conservar os alimentos. Apesar disso, o mineral é frequentemente colocado na “lista negra” dos médicos e, por consequência, na de muitos consumidores. Tudo porque, se consumido em excesso, pode ser prejudicial à saúde, atuando como agente desencadeador de males como a hipertensão arterial e doenças cardiovasculares (fatores de risco).
Contudo, o organismo humano necessita do sódio para funcionar adequadamente e o nutriente não pode ser excluído da dieta diária. “O sódio é um mineral importante, responsável pelo equilíbrio hídrico do corpo. Além disso, ele participa de impulsos nervosos, contração muscular e transporte de moléculas entre nossas células”, afirma Camila Torreglosa, nutricionista do Setor de Promoção à Saúde do HCor – Hospital do Coração, de São Paulo, em entrevista ao Portal IG.

Quantidades recomendadas e tipos de sais

De acordo com a OMS- Organização Mundial de Saúde, a quantidade diária ideal de sódio a ser ingerida é dois gramas, o que corresponde a menos de uma colher rasa de café. A média de consumo por brasileiro é de 12 gramas ao dia. Dessa forma, para preservar a boa saúde, recomenda-se diminuir a ingestão do mineral. Para tanto, ficar atento às letrinhas miúdas das embalagens dos alimentos industrializados pode ajudar. “A presença de sódio nos alimentos industrializados pode ser identificada pelos consumidores por meio da lista de ingredientes, informação obrigatória na rotulagem desses alimentos, de acordo com a Resolução RDC n. 259/2002”, informa nota no site da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Outra saída é colocar menos sal no preparo dos alimentos e trocar o sal refinado, que normalmente é usado nas cozinhas brasileiras, que oferece 400 mg de sódio por grama, por outros tipos que apresentem menor teor de sódio na composição. Além do refinado, há o sal light, grosso, negro, havaiano, marinho, defumado, rosa do Peru, flor de sal e o rosa do Himalaia.

Propriedades e benefícios do sal do Himalaia

De acordo com a nutricionista Mirian Costa, entre todas as opções, o sal rosa do Himalaia, com 230 mg de sódio por grama, apresenta-se como boa alternativa devido a sua pureza, pois não é misturado com substâncias sintéticas no momento do refino. O sal light tem 197 mg e o líquido 110 mg de sódio por grama. “O sal do Himalaia é considerado o mais saudável por ser o mais puro dos sais marinhos. Além da pureza, reúne mais de 80 tipos de minerais, entre eles o potássio, ferro, cobre, magnésio e cálcio. Na quantidade certa, o sal é vital ao equilíbrio da água e dos eletrólitos dos organismos. Mas, fica o alerta: apesar de ter menos sódio, como todos os outros tipos de sais, não deve ser usado com exagero”, diz.
De acordo com a profissional, além de ter menos sódio, o sal rosa do Himalaia tem propriedades “terapêuticas” e pode colaborar positivamente na prevenção de outras doenças, além das cardiovasculares e a hipertensão. “O magnésio, bastante presente neste sal, ajuda a prevenir cãibras e colabora para o fortalecimento do sistema imunológico e muscular. Além disso, elimina toxinas do organismo, levando a uma melhor circulação, controla a oleosidade da pele e colabora para o aumento da hidratação”, enumera.
Miriam destaca que não existem alimentos vilões, que comprometem a saúde e dificultam a busca por melhor qualidade de vida. “O que existe é o desequilíbrio. Moderação é sempre a dica mais importante que costumo passar”, finaliza.

Confira na tabela abaixo o teor de sódio
em diferentes tipos de SAIS e faça sua escolha.

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