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Kevin Vechiatto, de Guarulhos para Cúmplices de um Resgate

Foto: Agência E! Comunicação

Bem-humorado, curioso e um tanto tímido, apesar de não parecer, Kevin Anderson Vechiatto da Silva é um garoto de 10 anos e que, mesmo com a fama, leva uma vida divertida como qualquer outra criança. Ele tem 1,5 milhão de seguidores no Instagram, mais de 150 mil curtidas no Facebook e muitos suspiros e olhares admirados quando se apresenta.A Revista Guarulhos buscou conhecer um pouco mais sobre o ator mirim do SBT.

O garoto não nasceu em Guarulhos, mas mora na cidade desde o primeiro ano de vida. Os mais íntimos o chamam de Keke ou Leãozinho – referência ao seu cabelo, ou juba, como preferir. Sobre ser chamado de Felipe, personagem que interpreta na novela Cúmplices de Um Resgate, ele disse que poucas vezes aconteceu, e quando veio a ocorrer, partiu das fãs menores.

A carreira diante das câmeras começou cedo. Os pais, Anderson e Luciana, contam que Kevin sempre foi desinibido. Seu primeiro comercial foi aos 4 anos e a oportunidade para os trabalhos surgiu da indicação de uma amiga, pela boa dicção do menino.
Kevin já contabiliza mais de trinta publicidades para grandes marcas, dentre elas: Volkswagen, Nissan, Folha de S. Paulo, as operadoras de telefonia Claro e Vivo e muitas outras. “Eu era muito novinho. A minha mãe me colocou numa agência e eu fui lá e fiz o comercial. Eu peguei gosto e não queria parar mais”, comenta Kevin.

Apesar de toda a rotina, Kevin não deixou de lado os estudos, tampouco a diversão. Ele conta que, mesmo em dias de gravação, não perdia a oportunidade de brincar com o primo e com o cachorro, nem deixava de fazer o dever de casa. Até mesmo durante as pausas das cenas a criançada arrumava um espaço para a folia. Entre a diversão com tecnologia ou brincadeiras tradicionais, Kevin prefere o que o movimenta, com destaque para a guerra de Nerf com os primos.

O artista mirim tem o sonho de conhecer a Europa. No Brasil, Recife, Rio de Janeiro, João Pessoa e Fortaleza são algumas das cidades que já visitou. Esteve também na Argentina. Antes, ele temia o Slender, personagem baseado em uma lenda urbana para um jogo gratuito de survival horror e terror psicológico, mas, agora, o grande medo de Kevin é ficar parado. “Eu sou muito medroso. Mas eu tenho medo de deixar de fazer o que eu gosto, de ficar parado. Minha vida inteira ficar fazendo uma coisa”.

Sobre a atuação

Felipe Vaz é um dos protagonistas e integrante da banda fictícia C1R no remake brasileiro de Cúmplices de Um Resgate, que é um sucesso entre as crianças. “Para eu me inspirar nele [Felipe], eu assisti bastante comédia. Porque o Felipe é um menino todo palhaço, todo atrapalhado e brinca demais. Ele é eu, só que um pouco mais evoluído nas brincadeiras e doideiras”.

Kevin foi aprovado com 9 anos no teste para fazer o papel de Felipe Vaz, depois de ter sido reprovado para Chiquititas. “Eu já tive vários nãos, mas depois eu ganhei o meu sim e pude fazer a novela!”.

Foto: Agência E! Comunicação

Atuar é uma paixão que pode ser percebida através de seu olhar e gestos. “Isso não é um trabalho para mim, é uma diversão. Quando eu estou atuando, meu coração fica alegre”, conta. Acredite, ele põe emoção interpretativa em suas falas.

 

Quanto aos pais, eles permitem que o filho faça asescolhas dele, jamais obrigando-o a nada. “Já aconteceu de ele ter propaganda aprovada e ele falar que não estava a fim de ir. Aí, eu explico que, por motivos pessoais, ele não iria. Qualquer coisa que o Kevin vá fazer, passa por ele antes”, conta Anderson.

Sobre as responsabilidades da profissão ainda tão jovem, Luciana diz que o segredo é não sobrecarregar: “Depende de como os pais administram, se não esgota a criança. A gente sempre fez tudo muito limitado, sempre preservando o lado dele se divertir. Tem gente que perde a mão, é todo dia um trabalho. Tanto que quando tinha as gravações da novela, ele não fazia nenhum trabalho extra. Ele ia jogar futebol de lazer com os primos. Não fazia eventos, até para ter a vida pessoal dele também”. Para os pais, mesmo que o garoto atue com pessoas de mais idade, é necessário manter o lado criança; por isso, tentam ao máximo preservar cada fase da vida do pequeno.

Foto: Agência E! Comunicação

Quando o assunto é o assédio das fãs, Kevin conta que a perseguição e pedido de fotos não vêm somente das pequenas, mas das grandes também. “Uma vez, um monte de meninas pediu para eu dar autógrafos. Meu amigo ficou falando: fila, fila organizada, fila única. Menina não tem preferência, só meninos”, brinca Kevin. A mãe pontua que sempre está de olho em fãs mais atiradas.

As gravações de C1R acabaram, mas, enquanto não tem um outro papel definido, Kevin toca o seu canal no Youtube, está na escolinha de futebol, tem aulas de teatro, natação e música. A mãe enfatiza que ele não tem acesso às redes sociais. “A gente filtra muito o que chega. É muito comentário, tem a questão da pedofilia também”. Durante o bate-papo, Kevin ficou ao vivo no Musicalle e, em poucos minutos, mais de 50 mil pessoas estavam assistindo às brincadeiras do ator com a nossa Reportagem, no estúdio da Agência E! Comunicação.

Pense rápido

Filme: Cegonhas
Comida favorita: Esgronoffe
Ator: Adam Sandler
Música: Sorry, do Justin Bieber
Cor: Vermelho
Time: São Paulo

Pingue-pongue com os fãs

 

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