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Crianças do século XXI: Uma nova geração de filhos e de pais

Por Tamiris Monteiro

A sensação que se tem em relação às crianças de hoje é de que são mais espertas, aprendem tudo com mais facilidade, são íntimas da tecnologia, têm opiniões formadas com pouca idade, são mais questionadoras e ficam bem à vontade para discordar dos adultos. Inclusive, em alguns momentos são mais professores do que aprendizes, considerando que têm habilidades suficientes para ensinar os mais velhos a mexer em smartphones e computadores.

Nem de longe lembram os pequenos de antigamente, que apreciavam brincadeiras mais simples e dificilmente questionavam alguma ordem dada pelos pais. Mas, embora o mundo tenha mudado e as crianças também, o que muitos responsáveis desconhecem é que um dos principais fatores para tal transformação de comportamento acontece, curiosamente, pelo tratamento que dão aos filhos. Todo esse dinamismo das crianças faz com que alguns pais considerarem-se ultrapassados e vejam os filhos como verdadeiros gênios; no entanto, por mais que ajam com autonomia, as crianças de hoje, como as de ontem, precisam dos adultos para lhes dizer o que fazer ou não fazer.

“Os pais de hoje parecem não querer que os filhos cresçam e mostram-se intimidados diante deles. Devemos entender que a autoridade máxima é dos responsáveis. Eles precisam de limites e isso influi na autoestima, segurança e caráter das crianças. Dar limite tem a ver com amor, cuidado e proteção. Os pais têm que ter consciência de que a vida e o tempo passam muito rápido e o papel deles é preparar esse filho para a sociedade. Se não for ensinado isso, ele terá, por exemplo, problemas de convivência com os amigos, professores e familiares”, diz Renata Nogueira Rambaldi, psicopedagoga clínica e institucional, pedagoga e consultora educativa.

Escute seus filhos e converse olhando nos olhos

“Eles são de uma nova geração e muita coisa está diferente de antes. Ouça as razões e os argumentos dos pequenos e tente ser flexível, entender o lado deles também. Isso ajudará a construir um diálogo e como resultado virá a construção de uma relação de respeito e confiança. Porém, saiba sempre que a posição final é sua e se discordar do ponto de vista dos filhos, pode e deve impor sua palavra. Há coisas que são negociáveis e outras, não”, aconselha a psicopedagoga Renata Rambaldi.

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