Por Cris Marques
Fotos: Edu Leporo e Marcelo Santos
Fotógrafo pet e corporativo, em seu próprio estúdio e no Daylight Produções Fotográficas, José Eduardo Leporo Pereira, 43, é apaixonado por animais e foi por meio dessa paixão que ele criou o projeto Moradores de rua e seus cães (MRSC): uma inquietude, um questionamento sobre a vida desses bichos que tornou-se projeto fotográfico, livro e ação social.
Começou fotografando eventos sociais, como aniversários e festas de amigos, além de ensaios de estúdio. Mas, foi em uma paixão de infância que ele se encontrou na profissão. “Quando era criança, lembro que minha avó Innocencia tinha uns 8, 10 cachorros em casa e sempre tinha um lugarzinho para um novo amigo. Foi ela que me ensinou, desde cedo, a importância de se ter e amar um cão. E eu pensei: por que não aliar a fotografia com o segmento pet? Atualmente, ainda são poucos os especialistas nisso. Imagina antes? Aí eu fui ser fotógrafo de pets”. Para isso, ele fez cursos, estudo e se especializou e, hoje, até ensina a técnica na cidade e em outros estados, como Blumenau, em Santa Catarina.
Desafios da fotografia pet
Sempre que vai começar uma nova turma, o fotógrafo pergunta se seus alunos gostam mesmo de animais. Se a resposta demorar a chegar, ele já sabe que aquilo não será para eles. “Tem que gostar de verdade, já que seu modelo vai te lamber e até fazer xixi e coco em seu estúdio. E eles têm a vontade deles. Um ensaio pet dura no máximo uns 40 minutos, e isso já é muito. É necessário estudar um pouco o animal e seu comportamento e além de todo o conhecimento, tem muito do dia a dia. Cada bicho é um bicho e você vai aprendendo com isso”, fala ele, que ministra, inclusive, cursos para donos de pets que gostam de clicar seus bichinhos de estimação.
O projeto fotográfico e como tudo começou
Do livro ao social
Em pouco tempo, a iniciativa, que começou pequena, foi ganhando grandes proporções. “Com o apoio da Prefeitura de São Paulo, da subprefeitura e da ONG Viva ZN, conseguimos espaço em praças ou cantos da cidade. A primeira grande organização foi em agosto, na Praça Princesa Isabel. Lá juntamos a Kombosa Solidária, que serviu 300 lanches e cafés da manhã, o pessoal do Mini Gentilezas mandou 350 kits de higiene pessoal e distribuímos três mil peças de roupas e calçados. Pros pets, a ração foi fornecida pela Baw Waw, os carrapaticidas pela Bayer, as vacinas antirrábica e V10 pela Biovet Pet e as guias pela Zee.Dog”. Na ocasião, eles ainda agregaram banho e tosa, com a Simpaticão Petmóvel. “Conseguimos lavar 16 cães. Tinha pet de oito anos, que nunca havia tomado um banho. […] Nem só de ração vive o cão, então a gente procura o bem-estar dele também. Eu milito de uma forma diferente, porque não resgato, não socorro, não sou protetor, mas não discrimino quem é. Deixo o lance de castração e resgate para quem sabe e gosta. Existe ONG pra tudo e eu escolhi um caminho diferente. Lógico que no evento também chegam pessoas que não têm cães e a gente não nega ajuda, mas o foco é a dupla morador e cachorro de rua”.
Para o futuro, novidades virão e, com o livro e as exposições fotográficas, que já aconteceram no MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo), vários shoppings e até cidades do nordeste, Edu espera atrair ainda mais olhares. “Nosso plano é viajar o Brasil inteiro. A ideia é que isso vire uma corrente que, por onde passe, gere vontade e um novo núcleo para a pessoa ajudar lá mesmo, onde mora. Desde que se faça a coisa corretinha, pode usar o nome do projeto, não tem problema”, finaliza.
Conheça o Edu:
eduleporofotografia.wordpress.com
www.facebook.com/eduleporofotografia
www.instagram.com/eduleporofotografia
Ajude o projeto:
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