Por Val Oliveira
Fotos: Marcelo Santos
Salgado ou doce, uma infinidade de possibilidades de recheios, massa fina que se torna crocante ao contato com o óleo quente. Pronto! Essa é a receita de uma das iguarias mais apreciadas pelos brasileiros. Servido em pastelarias, bares, lanchonetes e restaurantes, o pastel é também um ícone das feiras-livres. Além de agradar os mais diversos paladares, tornou-se o negócio da família Teruia, que trabalha com quatro barracas espalhadas pelas feiras de Guarulhos.
Hélio Massaaki Teruia, proprietário das barracas, conta que que veio para a cidade há 53 anos. Seus pais sempre foram feirantes e vendiam pastel em uma cestinha. A oportunidade para expandir os negócios da família apareceu quando um amigo foi trabalhar no Japão e pediu que Hélio cuidasse da barraca. Após dois anos, esse amigo abriu mão e Hélio resolveu comprar a licença e permanecer com o espaço. Ele conta que, mesmo após cursar até o quarto ano de Engenharia e formar-se em Direito, não conseguiu, e também não fez questão, de deixar a feira para atuar na área de formação.
Hoje, Hélio e família empregam algumas dezenas de pessoas, que cuidam do preparo dos produtos ou atuam como atendentes. O segredo para a longevidade do negócio? Hélio responde: “É preciso muito empenho e gostar do que faz. Eu nunca precisei do curso superior que fiz, mas era um objetivo que eu tinha e consegui alcançar porque coloquei como meta de vida. Seja em qualquer campo de atuação, é preciso dedicação, seriedade, estar atento às novidades e não ter medo do trabalho. É preciso colocar a mão na massa, literalmente”, diz.
Muito a vontade falando de seus produtos, ele explica que a massa de seu pastel tem alguns segredinhos para ficar com a textura que ele considera ideal, pois no calor é um tipo de massa e no frio é outro.
