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Pranchinha é a solução?

Por Rafael Rocha Garcia – fisioterapeuta

A implantação do treinamento do CORE nas academias – as famosas “pranchinhas”- tem conseguido um grande número de adeptos devido aos benefícios apresentados. Em alguns casos, eles são até prescritos para o tratamento da dor. Apesar das melhorias que esse tipo de exercício proporciona, alguns pontos valem uma reflexão.

Ao realizarmos os movimentos básicos do CORE, como a posição da prancha, trabalhamos um grupo de 29 pares de músculos abdominais, que auxiliam na estabilização e alinhamento da região lombopélvica. Permitindo, desta forma, um maior controle motor durante o treinamento.

Porém, quando aplicado em uma região disfuncional, acabamos por consolidar padrões inadequados. Desta maneira, o exercício acaba apresentando um caráter negativo, pois estabilizando uma disfunção, aumenta-se os movimentos compensatórios, gerando sobrecarga em outras regiões do corpo.

Portanto, antes de priorizar a estabilização de um segmento, é de suma importância a restauração de uma das funções básicas: a mobilidade. Feito isto, é interessante evoluirmos para a estabilidade, mas sem deixar de treinar o controle motor. Assim, a prática do CORE se torna muito mais completa e eficiente para as demandas do nosso corpo.

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