O político é suspeito de receber caixa 2 da empreiteira
Sebastião Almeida, ex-prefeito de Guarulhos, foi citado em um dos 201 pedidos de inquérito enviados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a instâncias judiciais inferiores. Em março de 2016, o nome do então prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida, na época do PT, aparecia nas planilhas da Odebrecht, que seriam referências a beneficiados das doações da empresa.
Em delação, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Guilherme Pamplona Paschoal relataram “pagamentos de vantagem indevida” a Almeida nas campanhas de 2008 e 2012. A empreiteira ofereceu R$ 1.250 milhão na campanha de 2012 com interesse em uma Parceria Público-Privada (PPP) de esgoto junto ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) para tratamento do esgoto.
O acordo aconteceu no Paço Municipal, no Bom Clima. O responsável pelo recebimento dos valores foi o marqueteiro Valdemir Garreta. O pagamento chegou a um total de R$ 1.750 milhão.
No fim, a Odebrecht não participou do certame pois o Saae se recusou a dar as contas de água como garantia de pagamento. Quem venceu foi a OAS, também denunciada pela Lava Jato.
Quem teria indicado Almeida para a construtora foi o ex-ministro José Dirceu.
Em nota à imprensa, Almeida, hoje do PDT, disse que “as contas de todas as campanhas que disputou em sua vida foram analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Em todos esses casos, as doações foram feitas respeitando a legislação em vigor, que na época permitia a contribuição de pessoas físicas e jurídicas, ou doações do próprio partido, por meio dos comitês nacional, estadual e municipal”.
