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Rogério Ribeiro e a arte de recomeçar

Rogério Ribeiro de Almeida, 43, começou sua trajetória profissional como auxiliar de serviços gerais em uma transportadora fazendo um pouco de tudo, segundo ele. Se tinha carga para carregar o caminhão ele fazia. Se não tinha, ele varria o chão e limpava os banheiros. Depois disso, foi conferente, emissor, supervisor, encarregado, gerente comercial e operacional, chegando a um cargo de diretoria numa das empresas do grupo Brasilian Express. Todo seu empenho e conhecimento o fizeram querer ir mais longe, até que, em 2002, Rogério tomou coragem para empreender.

“Eu e um sócio fundamos a Ampla Logística e, por divergências, encerramos a empresa em 2003. Depois entrei em outra sociedade no segmento de transporte aéreo na cidade de Jacareí e por não ter capital fui convidado por um dos sócios a colocar dinheiro ou me retirar da sociedade. Como não tinha grana, me retirei da sociedade e, nesse período, fui prestar consultoria em logística”.

Naquele tempo, Rogério viveu a frustração de suas primeiras experiências negativas relacionadas ao universo do empreendedorismo. Mesmo assim ele optou por continuar e, em 2005, montou a Restitui Logística, empresa da qual está à frente até hoje. “Encontrei dificuldade para voltar ao mercado. Tinha muito conhecimento, mas não tinha nível superior, o que dificultou o processo. Paralelo a isso, sabia que muitos clientes que utilizavam os serviços de transportadoras sentiam a necessidade de ter informação em tempo hábil, de ser bem atendido, do dono da empresa estar envolvido diretamente com o cliente, de o próprio dono visitar o cliente e se colocar à disposição. Foi com foco nessa análise que tomei a iniciativa de começar a Restitui Logística. No entanto, o início foi bem difícil, não tinha dinheiro, nem sócio. Apenas o carro do meu pai, a mesa da passar roupas da minha sogra, uma cadeira e um aparelho de fax emprestado do meu cunhado. E também uma boa oportunidade junto a uma multinacional”, conta.

De 2005 a 2008 Rogério viu seu negócio crescer e tudo ia bem, até que, em 2008, com a crise dos Estados Unidos, tudo mudou. “Entre 2009 e 2010 acumulávamos uma dívida com fornecedores e prestadores de serviço que eu julgava impagável. A situação piorou quando o banco onde tínhamos conta e concentrávamos todo o nosso faturamento cortou nosso crédito da noite para o dia, retirou o desconto de duplicatas e capi

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