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A pior crise é moral

O Brasil está em crise. É o que se ouve em todas as conversas. É o que dizem comerciantes de todos os ramos de atividade. E é o que se pode perceber ao ver quantos imóveis comerciais estão com placas de “aluga-se”.

A crise é real. Não dá para tapar os olhos e fingir não vê-la. Há de considerar, porém, que não dá para pôr toda a culpa na crise quando um estabelecimento fecha. Pode ter havido falta de planejamento na escolha do ponto ou do nome, falhas na estratégia perante a concorrência; má gestão financeira e, em boa parte das vezes, falta de publicidade ou erro na decisão de onde anunciar.

No entanto, se há portas fechando, há outras abrindo. E há de se louvar quem toma a iniciativa de abrir um negócio novo em um cenário econômico como o atual. É digno de elogios quem, em vez de bater em retirada, tem a coragem de investir, de criar empregos e gerar oportunidades para fornecedores e prestadores de serviços.

Mais do que econômica, a crise que o Brasil enfrenta é moral, com tantos nomes envolvidos em todo tipo de falcatruas. Além de torcermos para que todos os corruptos sejam exemplarmente punidos, precisamos reavaliar cada uma de nossas atitudes, para não reproduzirmos, ainda quem em pequena escala, atitudes que tanto condenamos nos políticos e gestores públicas.

Se todos estivermos em paz com nossa consciência, teremos muito mais vigor ao bradar “Basta!” aos que provocam os dois tipos de crise que tanto prejudicam o Brasil.

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