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Prefeitura julga ser inviável pagar dívida previdenciária em quatro anos

O secretário de Finanças de Guarulhos, Peterson Ruan, prestou depoimento à CPI da Previdência, no Senado, na segunda-feira, 14, ocasião em que reafirmou a grave situação do município em relação aos débitos de contribuição, que estão entre os cinco maiores do Sistema Previdenciário, totalizando quase R$ 1 bilhão. Participaram da audiência representantes e procuradores da Fazenda dos municípios devedores, e o presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz), Achilles Frias.

Hoje o município tem o compromisso de saldar com as despesas correntes, garantir os pagamentos dos parcelamentos das dívidas e cumprir com a Emenda Constitucional 94/2016, que obriga o pagamento dos precatórios que se arrastam desde 1982. O problema é que essa emenda prevê o pagamento da dívida acumulada por nove gestões e determina que esta seja saldada em uma única gestão, tornando inviável o cumprimento da mesma.

De acordo com Peterson Ruan, a nova gestão da Prefeitura herdou uma dívida de R$ 3.5 bilhões em precatórios, somado à dívida do Saae, valor impossível de ser pago em 4 anos, ou seja, até 2020, como definiu a EC 94 aprovada em dezembro de 2016. “A nossa preocupação é que essa emenda acabou por derrubar a EC aprovada pelo Congresso em 2009, que previa o pagamento de dívidas atrasadas em parcelas por até 15 anos”, explicou o secretário.

Durante o depoimento aos senadores, Peterson Ruan expôs a grave situação financeira herdada de R$ 913 milhões com a Previdência, colocando o município de Guarulhos como um dos maiores devedores do Sistema. “Mesmo com a situação financeira do município prejudicada, estamos trabalhando fortemente com o objetivo de saldar todas as dívidas que herdamos e garantir o funcionamento adequado das políticas públicas para proporcionar qualidade de vida ao guarulhense”.

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