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Horto e Parque Cantareira reabrem em janeiro

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo definiu o mês de janeiro como data para que o Horto Florestal e o Parque da Cantareira sejam reabertos para a população. A informação foi divulgada pela própria Pasta nesta sexta-feira, 11.

Isso será possível após a conclusão de um trabalho integrado de varredura que está sendo realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado em Parceria com a Polícia Militar e o Centro de Operações Especiais da Polícia Civil.

As operações incluem monitoramento de primatas não humanos e coleta de mosquitos para pesquisa entomológica, visando monitorar a circulação do vírus da febre amarela.

Mesmo com a abertura do Horto e do Cantareira, a Secretaria irá recomendar que as pessoas só frequentem os parques se estiverem vacinados contra a febre amarela ou, então, que usem repelentes antes de entrar nos locais.

Nos próximos dias a Secretaria irá receber do Ministério da Saúde 2,8 milhões novas doses da vacina contra a doença, o que possibilitará reforçar a imunização nas áreas indicadas capital paulista, além de expandir a vacinação para todas as cidades das regiões do Alto Tietê e Osasco, entre os meses de novembro e dezembro.

A Secretaria trabalha com a possibilidade de ampliar a vacinação para todo o Estado de São Paulo a partir do início do ano que vem, usando uma vacina fracionada, capaz de garantir imunidade por pelo menos nove anos. No entanto, a pasta ainda aguarda orientações do Ministério da Saúde em relação às exigências da OMS (Organização Mundial de Saúde para que isso seja feito).

Fechamento

A partir deste sábado, 11 de novembro, o parque Ecológico do Tietê, que corta a rodovia Ayrton Senna, na zona leste da capital, ficará fechado temporariamente. Haverá vacinação dos trabalhadores locais e ações de monitoramento de primatas não humanos, além de monitoramento de mosquitos.

O fechamento é preventivo. Um macaco oriundo de Cajamar foi levado ao centro de recuperação de animais silvestres. Ele havia sido eletrocutado. Amostras analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz deram positivo para febre amarela. Ainda não é possível determinar o local onde o animal foi infectado.

Neste ano houve no Estado de São Paulo 23 casos silvestres de febre amarela, com 10 óbitos. De 1.380 epizootias notificadas até a segunda quinzena de outubro, com primatas não humanos suspeitos de febre amarela, 298 foram confirmadas, o que representa 21,5% do total. As epizootias se concentram na região de Campinas, com 283 macacos positivos para febre amarela.

Macacos não transmitem febre amarela. Eles são hospedeiros do vírus e, por isso, muito importantes para alertarem as autoridades de saúde sobre a circulação do vírus silvestre. Os transmissores da doença a humanos são mosquitos como Haemagogus e Sabethes.

Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

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