A Cia. Unó de Teatro, que tem integrantes profissionais com mais de dez anos de palco e outros oriundos da Escola Viva de Artes Cênicas e do Teatro da Comunidade, fará neste fim de semana as últimas encenações da peça “Rubro”, no teatro Padre Bento. Em dezembro, dias 2 e 3, o espetáculo será no Teatro Ponte Alta.
A pesquisa: Teatro de Grupo
Durante a pesquisa e estudo, inicados em 2016, foram promovidas diversas aberturas para o público, justamente para compartilhar um pouco do processo de criação. Houve mais de dez apresentações de uma versão pocket, tanto em Guarulhos, cidade-sede da Cia., quanto na Capital e outras cidades da Grande São Paulo, desde periferias a centros, festivais e mostras (mostrando músicas, microcenas e um bate-papo ao final).
A partir da visibilidade adquirida nessas apresentações da versão pocket, a Cia Unó de Teatro foi convidada a fazer uma curta temporada em Montevidéu, Uruguai, em dezembro de 2016.
Sinopse
Ambientada no começo do século XX, com tons de suspense, “Rubro” traz o cenário do julgamento de Ana Rosa Madeira, suspeita de assassinar o pintor Pierre Franc´bene em uma galeria na cidade de Unópolis. Em sua diligência, testemunhas são convocadas, e assim o quebra-cabeça da vida da vítima começa a se formar a partir das relações com os personagens do seu passado. Jogos de manipulações e máscaras que caem são reveladas pelo promotor e pela advogada de defesa. O que uma suposta esposa adúltera, a vizinha apaixonada, a primeira namorada e até uma cantora de cabaré têm em comum?
Numa narrativa que vai por vários caminhos, o espetáculo discute os costumes da sociedade e suas relações entre os sexos a partir do machismo. Temas como violência doméstica, violência contra a mulher, assédio e abuso, preconceitos de gênero e da mulher no ambiente de trabalho, abuso do poder e vários outros tipos de injustiças da época.S Como a versão de uma história pode ser subjugada por uma questão de gênero e como tais conflitos da década de 20, ano do julgamento, podem ser vistos e reinterpretados nos dias atuais?
Teatro épico e músicas autorais
Segundo o diretor, Diego Pinheiro, a peça traz o teatro épico de forma dialética como encenação e linguagem, na qual o texto tem base dramática, utilizando também de elementos do teatro musical, mas não no estilo tradicional dos palcos da Broadway. Canções originais são interpretadas pelos próprios atores e atrizes e rodeiam as cenas, expressando os dramas e críticas vividas pelas personagens.
“O espetáculo também conta com performances de dança, narrativas e o recurso de projeções em audiovisual. A exploração de múltiplas linguagens reforça a possibilidade do campo do teatro de forma épica narrativa e dialética”, diz o diretor, que complementa: A preparação dos atores e atrizes é essencial e central”; pesquisas, conversas e experimentos são praticados durante a preparação do espetáculo, formando assim a criação coletiva em alguns aspectos do trabalho”.
Opinião do público
Em vez de ficar nas cadeiras tradicionais do teatro, o público senta-se em arquibancadas montadas no palco; ao final, os espectadores julgam se a acusada deve ou não ser condenada. E, após, todos são convidados a manifestar-se, comentando ou fazendo perguntas aos atores.
Ficha Técnica
Dramaturgia: Angela Leão e Maciel Ferreira
Direção Geral: Diego Pinheiro
Elenco: Angela Leão, Aldrey Tarrataca, Danielle Carvalho, Diego Pinheiro, Fernanda Gama, Maciel Ferreira e Matheus Bortollato
Preparação Vocal: Nanni Souza
Coreografia: Danielle Carvalho
Adereços: Aldrey Tarrataca
Provocadores: Simone Carleto (Teatro Épico) e Ana Lúcia Gouveia (Dança Contemporânea).
Trilha sonora e músicas originais: Maciel Ferreira, Omar Farago, João Marcos Bargas, Danielle Carvalho, (Antônio Vivald: As quatro estações – Verão)
Composições : Maciel Ferreira, (colaboradores: João Marcos Bargas e Danielle Carvalho)
Arranjos instrumentais: Mizinho Carvalho; arranjos vocais e preparação vocal: Nanni de Souza; direção musical: Maciel Ferreira e Danielle Carvalho
Mixagem: Leandro Pacheco
Figurino: Maciel Ferreira, Letícia Pompeu e Raquel Medeiros
Visagismo: João Marcos Bargas
Cenografia: Cia Unó de Teatro
Cênotécnico: Ademir dos Santos
Iluminação: Fernanda Carvalho
Vídeo Mapping: Rodolfo Pinheiro e Diego Pinheiro
Adereços: Aldrey Tarrataca
Operador de Som: Daphny Ginetta; operador de luz e vídeo: Vitor Silva
Fotografia e registro: Marcelo Bergamo
Classificação: 14 anos.
Duração: 100 minutos
Link vídeo-teaser sobre o espetáculo:
https://www.youtube.com/watch?v=dP3iLdQsAs4&t=11s
Serviços
TEMPORADA TEATRO PADRE BENTO
Dias, 18 e 19 de novembro, às 20h
“Teatro Padre Bento”
Rua Francisco Foot, 03 – Jardim Tranquilidade
Ingressos:
Online: Bilheteria Express
https://www.bilheteriaexpress.com.br/rubro-guarulhos.html
ou
Ponto de venda
Livraria Nobel – Espaço Novo Mundo
Local: Avenida Salgado Filho – 1453 – Centro – Guarulhos.
R$ 20 Inteira
R$ 10 meia entrada*
TEMPORADA TEATRO PONTE ALTA
Dias 02 e 03 de dezembro, às 20h
“Teatro Ponte Alta”
Rua Mato das Cobras s/n, Ponte Alta – Guarulhos
Ingressos/informações
www.ciaunodeteatro.com
R$ 20 Inteira
R$ 10 meia entrada*
INFORMAÇÕES
Contato da Cia:
www.ciaunodeteatro.com
Tel: 11984763233 (WhatsApp)
