Uma funcionária da Unidade de Pronto Atendimento do Jardim Paulista, localizada na rua Nisal, foi agredida na madrugada deste domingo, 17, por um paciente, que segundo informações obtidas com exclusividade pelo Click Guarulhos, aparentava estar alcoolizado. Por ter se protegido do soco do agressor, a enfermeira Maria (nome fictício), de 46 anos, teve um de seus dedos fraturado. Ela precisou ser internada e aguarda por uma cirurgia.
O homem, de 39 anos, chegou na unidade de saúde supostamente desacordado, trazido por duas mulheres da família em uma cadeira de rodas. Ao ser atendido por Maria, que trabalha no setor de emergências, começou a agredi-la. Duas outras profissionais, quando perceberam a situação, tentaram ajudar a colega a conter o paciente.
Só foi possível a retirada do agressor da sala quando o trio recebeu ajuda de um enfermeiro. Segundo informações de fontes, que por segurança preferiram não se identificar, as duas mulheres que trouxeram o paciente para a UPA viram o que acontecia e o tiraram de lá à força. O homem saiu proferindo ameaças aos enfermeiros.
Ainda segundo fontes, a Polícia Militar e Guarda Civil foram chamados, mas não chegaram a ir ao local. Conforme apurado pelo Click, uma das reivindicações dos profissionais da UPA são guardas que pudessem ficar ali para agir nesse tipo de situação. Um pedido foi encaminhado à Prefeitura, que respondeu não ser possível por falta de contingente. Pelo mesmo motivo, nenhuma unidade de saúde conta com uma equipe fixa.
O Click também apurou que a recém-inaugurada UPA do Jardim Paulista, que funciona 24 horas, todos os dias da semana, tem déficit na escala de pediatra e ortopedista, especialidades oferecidas na unidade. Além disso, a falta de material, como soro de tamanhos diversos, jelco e remédios é recorrente. O autoclave, equipamento que serve para esterilização dos itens médicos, está quebrado desde a inauguração. Os instrumentos estão sendo levados, diariamente, para o Hospital Municipal de Urgências (HMU).
Questionada, a Secretaria de Saúde respondeu sentir muito pela enfermeira. “O indivíduo deu entrada pela emergência na madrugada de sábado para domingo, e durante o atendimento iniciou a agressão contra a enfermeira e ainda ameaçou outro enfermeiro. Depois disso, saiu andando normalmente e foi embora junto com sua acompanhante. Informamos que a Prefeitura está providenciando o Boletim de Ocorrência, que só não foi feito até o momento por conta de vários flagrantes ocorridos na delegacia nas duas tentativas de registro”, explicou a Pasta em nota. Sobre remédios, disse não faltar medicamentos para o atendimento de urgência e emergência. Quanto à autoclave, confirmou que o equipamento está quebrado, mas afirmou que o atendimento nunca foi prejudicado. “Os instrumentos são esterilizados em outro ponto do sistema, prática normal de colaboração para que o atendimento não seja prejudicado”, pontuou.
Já quanto à escala médica, informou que somente o quadro clínico está completo. No caso de falta de algum especialista, é realizado o plantão de convocação para cobrir as escalas. Em momentos de exceção, é prestado o primeiro atendimento e o paciente é encaminhado via ambulância para o HMCA, no caso de pediatria, e para o HMU, em caso de ortopedia.
Já a Secretaria de Segurança Pública, respondeu que intensificará, ao máximo, as rondas na UPA, fazendo paradas constantes no local, em especial, no período da noite. A Polícia Militar também foi questionada. Assim que obtida resposta, publicaremos neste mesmo espaço.
