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Alckmin vistoria última fase do concreto do trem do Aeroporto

O governador Geraldo Alckmin esteve em Guarulhos na manhã desta sexta-feira, para vistoriar o viaduto estaiado, com o qual considera-se concluído o trajeto das estruturas de concreto da futura Linha 13-Jade, que ligará São Paulo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, totalizando 12,2 quilômetros de percurso contínuo.

Segundo informe do Palácio dos Bandeirantes, com a conclusão dessa etapa, a obra entre a estação Engenheiro Goulart até a estação Aeroporto de Guarulhos entra em uma nova fase, que inclui solda dos trilhos e instalação da rede elétrica aérea. Cerca de 2.100 trabalhadores estão envolvidos nas fases finais das obras.

 

Acompanharam Alckmin na vistoria, na confluência das rodovias Ayrton Senna e Hélio Smidt: o prefeito Guti, o deputado federal Jorge Tadeu Mudalen, os deputados estaduais Gileno e Jorge Wilson, o vereador Laudi, o vereador em exercício João Thomaz (PSDB), secretários municipais e assessores.

 

FUNCIONAMENTO PROMETIDO PARA MARÇO

No sábado, quando veio a Guarulhos para entrega de apartamentos e para dar início a canalização de um trecho do rio Baquirivu, em entrevista em vídeo ao jornal “Do Ponto”, que é dirigido pelo ex-vereador Alemão, o governador afirmou que em março serão inauguradas as estações do Parque Cecap e do Aeroporto e que o trem entrará em funcionamento.

Como é quase certo que Alckmin irá afastar-se do governo em abril, para concorrer à Presidência da República, é possível que ele inaugure as estações em um ato político, mas é pouco provável que o trem entre efetivamente em operação até o fim de março, mesmo estando já pronta a estrutura de concreto de todo o trajeto.

De qualquer forma, está registrada a promessa.

 

DADOS SOBRE AS OBRAS E SOBRE A LINHA 13-JADE

(Divulgados pela Assessoria de Imprensa do governo estadual)

As obras dos viadutos estaiados são complexas, passam sobre as rodovias Ayrton Senna e Hélio Smidt, com dois mastros de 70 metros de altura (equivalente a um prédio de 20 andares), 690 metros de comprimento e um vão central de 180 metros. Para efeito de comparação, o vão por cima da via Dutra possui 120 metros de extensão. São 24 estais de cada lado das pontes num total de 96 cabos instalados.

A Linha 13-Jade

Primeira ligação de transporte sobre trilhos com a região de Guarulhos, a Linha 13-Jade beneficiará a população que mora, trabalha ou estuda na cidade, além de ser uma nova opção de transporte para acessar o aeroporto internacional, de forma mais rápida e econômica, atendendo aos turistas e aos profissionais que vêm a São Paulo a negócios. A projeção indica que a nova linha deverá atender, inicialmente, cerca de 130 mil passageiros por dia útil.

Com um total de 12,2 km de extensão, a Linha 13-Jade terá três estações: Aeroporto-Guarulhos, Guarulhos-Cecap (novas) e Engenheiro Goulart, que é o ponto de integração com a Linha 12-Safira, foi totalmente reconstruída e está em operação desde agosto do ano passado.

O investimento total é de R$ 2,3 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão veio da AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento) para implantação das obras civis e parte dos Sistemas de Energia, Telecomunicações e Sinalização. O BEI (Banco Europeu de Investimento) financiou R$ 316 milhões para aquisição de material rodante. A obra também conta com R$ 425 milhões do BNDES e o restante está sendo realizado com recursos do Governo do Estado.

Os oito trens que atenderão a frota da Linha 13-Jade estão sendo fabricados pelo consórcio Temoinsa-Sifang, que venceu a licitação internacional com a apresentação da melhor proposta, no valor de R$ 316.720.807,00.

Seguindo o padrão da frota da CPTM, os trens terão oito carros cada, totalizando 170 metros de comprimento. A parte externa terá design arrojado e a interna oferecerá layout moderno e funcional, com salão contínuo de passageiros (passagem livre entre os carros), como nos últimos trens já adquiridos pela CPTM. As composições terão também monitoramento com câmeras no interior e parte externa frontal.

Dotados com tecnologia de ponta, as composições terão equipamentos de sinalização de bordo, como CBTC, ATC e ATO, bagageiros, ar-condicionado, iluminação interna com tecnologia de leds, sinalização de abertura e fechamento de portas, sistema multimídia para os passageiros; sistema de detecção e extinção de incêndio e mapa de linha eletrônico.

Os trens atendem plenamente as exigências das normas brasileiras de acessibilidade e contam com todos os dispositivos para orientar usuários com deficiências auditiva (mapa dinâmico) e visual (áudio), tais como: sinalização visual para identificação de assentos preferenciais, painel eletrônico de lado de desembarque e local das estações concomitante com áudio, espaço para cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida ou deficiência física.

Quando a Linha 13 começar a operar, a partir do final de março, serão utilizados os novos trens do lote de 65 unidades que estão sendo entregues. A partir de 2019, quando as oito composições com bagageiros começarem a chegar, elas substituirão esses trens.

 

OPINIÃO: UTILIDADE QUESTIONÁVEL

A construção de uma linha férrea há de ser comemorada, pois está mais do que demonstrado que ampliar as faixas de tráfego de rodovias e avenidas não resolve o problema de excesso de veículos e consequentes congestionamentos.

Porém, mesmo nos horários em que houver trens ligando o Aeroporto à estação Luz do Metrô, é questionável que sejam úteis a quem vai fazer uma viagem de avião ou está chegando do exterior.

Imagine uma família chegando de Paris com malas, tomando um ônibus no desembarque para ir até a estação Aeroporto, descer na estação Luz e de lá seguir em outra condução até a residência.

Certamente, o trem será muito útil para quem trabalha no Aeroporto ou mesmo para a população dos bairros próximos às duas estações (Cecap e Aeroporto), ambas próximas de terminais de ônibus.

A maior oferta de trens será para o percurso da estação Aeroporto até Engenheiro Goulart. De lá em diante, o usuário terá de seguir pelos trens da CPTM até seu destino ou para chegar às estações do Metrô integradas às da ferrovia.

Valdir Carleto

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