O Ministério do Trabalho atualizou nesta quarta-feira, 10, o cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas às de escravo, a chamada lista suja. A atualização traz 34 novos nomes de pessoas físicas e jurídicas que foram responsáveis por 269 trabalhadores em situação análoga a de escravo. A lista tem 166 nomes.
Entre as empresas estão a ALL América Latina Logística (atual Rumo Malha Paulista), a Cone Brasil, que comercializou alimentos no Rock in Rio e duas construtoras responsáveis por obras no Programa Minha Casa Minha Vida.
Outra que aparece na lista é a Engetal Engenharia e Construções, responsável pelas obras da Faculdade de Tecnologia (Fatec) e da Escola Técnica Estadual (Etec) de Guarulhos. A empresa foi responsabilizada por manter 21 trabalhadores em situação análoga à escravidão. O caso foi flagrado pelo Ministério do Trabalho em fevereiro de 2017.
A publicação ocorreu após decisão judicial proferida pela 11ª Vara do Trabalho de Brasília em ação do Ministério Público do Trabalho. A União tinha até o dia 27 deste mês para publicar a lista atualizada. O descumprimento implicaria multa diária de R$ 10 mil.
