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Coluna do Carleto – 13/04

RADICALISMO

A condenação e a prisão de Lula fizeram aflorar os antagonismos nas redes sociais. Críticos do petista aproveitaram para fazer todo tipo de piadinhas. Por outro lado, apoiadores do ex-presidente radicalizaram, propondo excluir os que aplaudiram o triste destino do ex-presidente.

DEMOCRACIA?

Se alguns exageram ao fazer humor com a desgraça alheia, outros se esquecem de que, nas democracias, deve prevalecer a liberdade de expressão. As redes sociais são úteis para promover o debate de ideias e de posicionamentos. Que elas sejam usadas com discernimento e que as pessoas aprendam a conviver com as diferenças e a exercitar o contraditório com respeito. Sob pena de demonstrar que a democracia que apregoam é mera retórica e que o regime a que aspiram é, na verdade, autoritário e retrógrado.

TEMOR

Com a aproximação do período eleitoral, torna-se preocupante imaginar que as opiniões exacerbadas saltem das redes sociais para as ruas. Já têm sido vistas cenas lamentáveis de agressões físicas, com graves consequências. Tomara que as pessoas tenham juízo e entendam que nenhum político é tão maravilhoso a ponto de merecer que fiquemos nos digladiando.

ENQUANTO ISSO…

No âmbito municipal, a coisa não é muito diferente. Há gutistas, com ou sem cargos na Administração, que não admitem críticas, tomando-as como ofensas. Precisam entender que, como diria o saudoso Vicente Matheus, “quem está na chuva é pra se queimar”. Quem assume um governo vira vidraça, posição bem menos confortável do que a de estilingue.

PAPEL IRRENUNCIÁVEL

Há de se convir que a opinião pública sempre tem mais a reclamar do que a elogiar. Os meios de comunicação são a válvula de escape para que as pessoas se manifestem. As autoridades deveriam, portanto, aceitar com naturalidade a publicação de matérias que mostram mazelas da cidade, pois elas são uma forma de contribuir para que os gestores providenciem melhorias solicitadas pela população. Esse papel da Imprensa é imprescindível. Erra quem abdica de exercê-lo. Erra quem não faz dele uma ferramenta para aprimorar o trabalho que desenvolve.

EXCESSO DE NOMES

São muitos os partidos políticos e muitos os pretendentes aos cargos de deputado estadual e federal neste ano. É legítimo o desejo de colocar os nomes à disposição do eleitorado. Porém, como Guarulhos costuma dispersar votos entre candidatos de todos os lugares e matizes, não será surpresa se a cidade reduzir sua representação, ao invés de ampliá-la.

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