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O espetáculo Rubro, uma criação guarulhense maravilhosa

Temas transversais: Machismo, violência doméstica, abuso do poder, musical e teatro de grupo

Rubro, peça criada pelo grupo Cia Unó de Teatro e o Núcleo Cosmopolita de Teatro, é o carro-chefe do grupo. Sua pesquisa sobre o machismo e a linguagem teatral ultrapassa mais de dois anos de estudos.

O espetáculo conta com músicas cantadas pelos próprios atores ao vivo. A exploração de outras linguagens como narrativas, teatro físico e dança contemporânea também são apresentadas durante as cenas do espetáculo. Esta composição de múltiplas linguagens reforça a possibilidade do campo do teatro de forma épica narrativa e dialética.

Seu conteúdo e sua dramaturgia compõe linguagens contemporâneas de teatro épico e dramático, dança contemporânea e áudio visual.

Com estas abordagens pode-se construir políticas públicas capazes de enfrentar a violência contra a mulher e promover uma ampla educação quanto ao respeito e conscientização sobre questões de gênero para que possamos, de fato, comemorar de forma permanente a redução do feminicídio.

A obra já foi apresentada em outros países. Todo o elenco é composto por guarulhenses, sendo que a cia tem sede em Guarulhos. Para confecção do espetáculo é preciso um caminhão para transportar todos os equipamentos

Sinopse

Ambientada no começo do século XX, com tons de suspense, Rubro trata do julgamento de uma mulher em um tribunal, suspeita de assassinar do pintor Pierre Franc´bene, onde as investigações que se deu por encerrado, voltaram à tona meses depois que a promotoria decidiu reabrir o caso.

Na sua diligência, eles colhem depoimentos de testemunhas que seriam suspeitas ou que poderiam ajudar a esclarecer os fatos. O advogado Marcuzzone, que defende a mulher julgada, estranhamente articula e manipula diversas estratégias para convencer o juiz e todo o júri, apresentando a inocência de sua cliente com várias ações maquiavélicas, machistas e com abuso do poder.

São personagens, na maioria mulheres e amantes do falecido, que conviveram com ele e que revelam as mais sórdidas relações que se escondiam por trás dos casamentos e do poder. Um vai jogando a culpa no outro e todos contam como as máscaras predominavam enquanto a traição ocorria subterraneamente. O discurso das mulheres é tratado com desdém pelo advogado de defesa, convencendo todo os homens no tribunal, e que vê com normalidade a vida promíscua e boêmia da vítima.

Confira:

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