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Perguntas que não querem calar sobre o aterro

Nós, do portal Click Guarulhos, estamos acompanhando com preocupação o caso do aterro sanitário da cidade, que sofreu deslizamento na noite de sexta-feira, 28.

Setores da Prefeitura e da Proactiva, empresa contratada emergencialmente para fazer a gestão do aterro, informam que todas as medidas estão sendo tomadas para minimizar o impacto, para evitar problemas de segurança e riscos ao meio ambiente.

A população da região, no entanto, queixa-se do mau cheiro e teme pela contaminação dos cursos d’água e lençol freático.

Cabe perguntar: por que isso nunca aconteceu quando a Quitaúna recolhia o lixo e administrava o aterro?

Quais as medidas preventivas que a empresa Proactiva e a Prefeitura tomaram para evitar que o deslizamento viesse a ocorrer?

Sendo ligada ao grupo Veolia, com décadas de experiência, a Proactiva não teve como avaliar que o aterro corria risco de deslizamento?

E a Prefeitura, não tem técnicos que fiscalizem a atuação da empresa contratada?

O caso requer severa apuração. Espera-se atitude do Ministério Público, para cobrar respostas de quem de direito. Afinal, é preciso atribuir responsabilidades por eventuais danos ao meio ambiente.

Causa estranheza que esteja havendo tanto empenho em aprovar rapidamente a expansão do aterro CDR Pedreira de São Paulo, ligado à Veolia, para área que o grupo adquiriu em Guarulhos.

E, coincidência ou não, Guarulhos não dispõe de alternativa para despejar seu lixo, que não sejam os terrenos do grupo Veolia.

Valdir Carleto

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