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Família se assusta ao encontrar mosquito Aedes Aegypti dentro de casa

Na palma da mão: Mosquito encontrado no Cocaia - Foto: José Henrique Basile/VC Repórter

José Henrique Basile, 43 anos, pai de dois filhos: uma bebê de 2 meses e uma criança de oito anos, se assustou ao encontrar um mosquito Aedes Aegypti, transmissor de dengue, chikungunya e zica vírus, dentro de sua casa, no Cocaia, na sexta-feira, 24. A família mora na rua Joaquim José de Carvalho, número 137, uma travessa da avenida Brigadeiro Faria Lima, próximo ao McDonald’s.

Basile telefonou para o Click Guarulhos e indagou: “como faço para denunciar isso à Prefeitura, qual o número do telefone?”. Informamos que não havia um número de telefone específico para isso, conforme reportagem recente do nosso portal, o que o deixou indignado.

Procurada pelo Click Guarulhos, a Secretaria de Saúde informou que o Cocaia não está na lista de bairros com maior incidência da doença (dengue) e que as ações de combate ao vetor estão sendo intensificadas nas regiões dos bairros Carmela, Ponte Alta, Primavera, Jardim Lenize, Haroldo Veloso, Soberana e Recreio São Jorge.

A Secretaria de Saúde informou ainda que de janeiro até maio deste ano foram confirmados 1.996 casos de dengue na cidade, sem nenhum óbito e confirmação de outras arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti até o momento.

Questionada a respeito de uma forma mais simples e eficaz da população entrar em contato com os órgãos responsáveis pelo combate ao Aedes em Guarulhos, a Prefeitura informou que não dispõe de um número de telefone para denunciar possíveis criadouros ou solicitar a visita de agentes de saúde. A Secretaria de Saúde indicou “que todas as denúncias sobre focos do Aedes aegypti devem ser formalizadas na Rede Fácil de atendimento ao cidadão, seja presencialmente, ou pela internet: www.guarulhos.sp.gov.br, acessando na parte inferior da tela o link Portal de Serviços e, na sequência: 1. Guia de Serviços, 2. Vigilância em Saúde, 3.Denúncia e Fiscalização e, por fim, 4. Criadouros do Mosquito Aedes aegypti.”   

Ações da Secretaria de Saúde

Em atenção ao questionamento do Click Guarulhos, a Secretaria de Saúde informou “que vem trabalhando duro para combater o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Porém, a população deve fazer a sua parte, vistoriando com frequência sua casa, para eliminar toda água parada, lembrando que os criadouros podem estar em tampas de garrafas, garrafas vazias, ralos e vasos sanitários sem uso frequente, bandeja da geladeira, ar condicionado e filtros de parede. Além disso, deve vedar as caixas d’água com tampas; não acumular água em recipientes; eliminar a água dos pratos de vasos das plantas; não acumular água nos pneus. Recomenda-se ainda o uso de repelentes.”

A Prefeitura informou que além do trabalho de rotina de visita, casa a casa, bloqueio de criadouros e atuação em locais estratégicos, a Secretaria de Saúde vem realizando várias ações diferenciadas para orientar a população com abordagem de transeuntes, residências e comércios, inclusive na região do Cocaia.

A Secretaria também realiza nebulização nos casos que atendem a critérios epidemiológicos e, neste mês, ainda passou a contar com o apoio de soldados da Base Aérea de São Paulo que estão reforçando o combate ao Aedes aegypti na cidade, juntamente com os agentes de saúde do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

Nossa opinião

Sem desmerecer todas as atividades que a Secretaria de Saúde tem mantido para combate ao mosquito, parece-nos incabível que a Prefeitura exija que o cidadão tenha de se deslocar a uma unidade do Fácil para denunciar possíveis focos do mosquito. Afinal, as pessoas trabalham e têm seus afazeres; não é justo que tenham de ocupar parte de seu tempo para denunciar algo que é de interesse da coletividade e não pessoal.

No caso em questão, quando o morador informa seu endereço e comprova que encontrou mosquito com as características do Aedes aegypti, entendemos que, ainda que não seja um bairro com maior incidência das doenças por ele transmitidas, a Secretaria de Saúde deveria enviar uma equipe para uma ação efetiva nas imediações.

Valdir Carleto

*Com reportagem de Alexandre de Paulo

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