Ícone do site Click Guarulhos

Rodoviária de Guarulhos, no Cecap, será fechada em 24 de janeiro

O Consórcio Terminal Guarulhos enviou comunicado aos locatários dos módulos da Rodoviária de Guarulhos, situada no Parque Cecap, que o contrato de concessão firmado com a Prefeitura em 2011 será encerrado e que, no dia 24 de janeiro, o imóvel será devolvido ao Município. Até essa data, os locatários deverão desocupar os módulos de bilheterias e outros, sob pena de serem tomadas medidas judiciais. O documento foi divulgado no início da tarde desta sexta-feira pela página Voz de Guarulhos, do jornalista Rodrigo Sousa.

A Rodoviária de Guarulhos, concedida ao consórcio ligado à Socicam, que administra o Terminal Tietê, nunca teve funcionamento satisfatório. Localizado distante das rodovias que cortam a cidade e, ainda, com acessos que dependem de um sistema viário malfeito, o equipamento foi sistematicamente boicotado pelas empresas de ônibus de linhas que servem locais do interior e litoral, bem como interestaduais. Várias até mantêm pontos diretamente no Aeroporto, o que esvazia ainda mais a viabilidade econômico-financeira e prática da Rodoviária.

Anteriormente, no início dos anos 2000, houve uma iniciativa do Grupo Constantino, dono da Gol, que instalara um terminal rodoviário no início da rodovia Fernão Dias. Embora bem mais próximo da Via Dutra do que a atual Rodoviária, o equipamento também não se mostrou viável e foi desativado.

Assim, enquanto municípios muito menores são dotados de terminais bem movimentados, Guarulhos continuará não oferecendo essa comodidade aos seus munícipes. Muitas vezes, passageiros locomovem-se até o Terminal Rodoviário Tietê, para tomar um ônibus com destino ao Vale do Paraíba ou ao Rio de Janeiro, passando pouco depois por Guarulhos, num cansativo vai e vem que poderia ser evitado.

Um local viável para uma rodoviária em Guarulhos seria nas proximidades do viaduto Fioravanti Iervolino; ali há um grande terreno plano onde esteve instalada a empresa Liquigás e atualmente é um estacionamento de caminhões. No sentido do Rio de Janeiro, o retorno à rodovia seria feito rapidamente. No sentido de São Paulo, os coletivos quase não se desviariam de seu trajeto para embarcar ou desembarcar passageiros.

Valdir Carleto

Sair da versão mobile