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Mais de um milhão e meio de casos confirmados de covid-19 no mundo

Um dos sites que totalizam o número de casos, o https://www.worldometers.info/coronavirus/ mostra que esse triste ranking ultrapassou a marca de 1,5 milhão de casos nesta quarta-feira. Às 19h40 eram 1.508.133, sendo que, desses, 1.090.362 são casos ativos, 88.279 mortes e 329.542 recuperados.

Entre os ativos, 1.042.344 são pacientes com menor gravidade e 48.018 são casos graves.

É impressionante o avanço dos números: interrompi a postagem para atender um telefonema e, ao retornar, verifiquei que o total de casos, em 22 minutos, subiu para 1.508.965 e o de mortes para 88.323; 44 em 22 minutos, duas mortes por minuto.

Internautas têm dito e escrito que jornalistas adoram espalhar pânico. Acredite quem quiser: não tenho nenhum prazer em postar esse tipo de notícia. Faço-o pelo dever de informar e, principalmente, para esclarecer que, a despeito das opiniões que confrontam partidários de correntes políticas diferentes no Brasil, a covid-19 está matando pessoas por todo o mundo, de forma avassaladora. E todos têm obrigação de fazer o que estiver ao próprio alcance para evitar a rápida propagação do vírus.

Está claro que perto da metade da população será contaminada, e que a maioria das pessoas nada ou quase nada sentirão. Mas, um determinado número de infectados será com gravidade e os depoimentos dos que se curaram mostram que é um processo muito doloroso, além do que, embora em porcentagem relativamente pequena, muitos morrerão. A covid-19, em poucos dias, já matou mais do que a gripe H1N1 em todo ano de 2019, contrariando previsão feita em março pelo presidente Bolsonaro.

É preciso fazer o possível para evitar que muitos brasileiros sejam infectados em curto espaço de tempo, pois o sistema de saúde não terá condições de atender a todos e o número de mortes poderá ser muito maior. O coronavírus não escolhe vítimas. Não é brincadeira: quem puder deve ficar em casa. E se tiver de sair, evitar aglomerações. Nas compras, manter distância de outros consumidores; ao chegar em casa, melhor desinfetar as embalagens das mercadorias adquiridas, tomar um banho e pôr as roupas para lavar.

Valdir Carleto

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