O estado de São Paulo chegou nesta quinta-feira a 496 mortes atribuídas à covid-19, com quase 7.500 casos confirmados, além de inúmeros outros dependendo do resultado de exames.
Enquanto isso, cada vez mais pessoas tem abandonado a quarentena e procurado voltar à vida normal, uns por necessidade, outros para se contrapor à orientação de governantes, muitos por se julgarem acima das leis da natureza e da Ciência.
O isolamento social no estado havia atingido pico de 59% dias atrás, quando o ideal, segundo as autoridades sanitárias, seria de no mínimo 70%, para garantir o aumento repentino da propagação do vírus.
Com monitoramento feito a partir de redes de celulares, o governo estadual detectou que, na quarta-feira, dia 8, o índice caiu para 49%, muito longe do necessário.
Além de filas formando-se em lotéricas, agências bancárias, supermercados e a inevitável aglomeração nos transportes coletivos, o que pode ser debitado a necessidade de locomoção para o trabalho em atividades essenciais ou para ir em busca de receber o auxílio emergencial ou procurando atendimento médico, pessoas têm sido vistas simplesmente passeando, juntando-se em grupos para beber e bater papo ou tomando Sol em praças e parques.
Outro fator que demonstra a quebra da quarentena é o trânsito na Capital, o que já leva a Prefeitura de São Paulo a cogitar restabelecer o rodízio.
Em Guarulhos, as feiras livres têm estado lotadas e nota-se que poucas pessoas estão se protegendo com máscaras. Nas fotos, estampadas no Facebook dos internautas Valter Santos e Lúcia Vasconcelos, aqui reproduzidas, estão as feiras do Jardim São João e da rua Cachoeira. Como mostrado no programa Radar de Notícias na manhã desta quinta-feira, pelo jornalista Guto Tavares, filas têm se formado na Chocolândia, da avenida Monteiro Lobato, devido à proximidade da Páscoa. Mas o fenômeno também se repete em diversos outros supermercados, após o decreto que limita a presença de uma pessoa a cada 5 metros quadrados no interior das lojas.
O temor é de que, com o afrouxamento da quarentena, a propagação do vírus ganhe impulso e o sistema de saúde não esteja em condições de atender tantos pacientes ao mesmo tempo, provocando colapso e, consequentemente, mais mortes.
