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Usuária faz queixa contra Policlínica; Secretaria responde

A usuária Ernestina Bertolli, que afirma ter sido eleita para o Conselho Gestor da UBS Paraventi, foi à Policlínica Paraventi acompanhar uma paciente com forte dor de estômago, a qual aguarda cirurgia de úlcera.

Lá chegando, conta que não havia pacientes a serem atendidos, porém recusaram-se a atender a pessoa, afirmando que o médico de plantão só podia atender emergências.

Durante a ligação ao Click Guarulhos, Ernestina conversou com o atendente Lourival e pediu para falar com a Administração, mas ninguém aceitou falar com ela. A reclamante entende que, não havendo outros pacientes a serem atendidos, o médico deveria atender a paciente, pois sem consulta não dá para saber a gravidade do caso.

Segundo ela, quem chega à Policlínica é encaminhado à UPA Paulista.

Perguntamos à Assessoria de Imprensa se é essa a orientação superior e. caso positivo, como se detecta se o caso do paciente é de emergência.

Resposta da Secretaria da Saúde:

“Com relação ao questionamento, a Secretaria de Saúde informa que, diferente do relatado, a senhora Ernestina esteve presente na unidade por volta das 10h30 da manhã, alegando estar acompanhando uma colega moradora de Mairiporã para passar em consulta, sendo que a paciente alegava “dor de estômago há dois anos”. Foi orientada pela recepção e controlador de acesso que estávamos com um médico de plantão, pois os outros dois apresentaram atestado médico.

Ainda assim, foi orientada a abrir a ficha da paciente para passar pela classificação de risco, com a ressalva de que os casos de menor prioridade aguardariam um tempo maior para atendimento. Contudo, a senhora em questão não desejou abrir ficha. Foi direto para a Administração, local em que encontrava o senhor Lorival, que prontamente a atendeu. No entanto, pouco conseguiu explicar, pois a mulher não o deixava falar. Estava muito exaltada e causando tumulto na unidade, fato que se fez necessário solicitar o apoio da GCM.

Durante todo tempo em que permaneceu no local, ela ameaçou o funcionário Lorival com argumentos de “influência política”. Para finalizar, a munícipe se retirou da unidade quando da chegada da GCM e retornou após uma hora, sozinha. Ficou por mais de duas horas sentada em frente à unidade, falando mais uma vez de forma exaltada e depois foi embora.”

Boletim da Policlínica mostra que o médico que estava de plantão da meia-noite ao meio-dia atendeu 18 pacientes, dos quais 12 com sintomas leves e outros com média gravidade.

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