Embora com poucos casos relativamente à população (192 casos por milhão), o Brasil só tem menos pacientes com situação grave do que os Estados Unidos: lá são 13.951 pessoas com sérias complicações respiratórias; no Brasil, são 8.318, em um total de 15.235 casos ativos da doença.
Na média mundial, os casos menos graves representam 97% e os com maior risco, 3%. No Brasil, os graves passam de 54% e os mais leves, 45%.
A única explicação para essa disparidade nos índices é que deve haver um número elevado de casos subnotificados: pessoas que tiveram sintomas leves e se trataram em casa ou erro e/ou omissão na comunicação dos dados das prefeituras para os estados e desses para o Ministério da Saúde. Outra hipótese para a subnotificação é o baixo número de testes aplicados no Brasil: apenas 291.922 ou 1,37 pessoas por milhão de habitantes.
O número de mortes no Brasil é relativamente pequeno na proporção da população: total de 2.588, sendo 12 para cada milhão de habitantes. O número de casos também é baixo, por enquanto: 40.814 ou 192 para cada milhão de habitantes.
A estatística mostra que no Brasil há 9 pessoas recuperadas, para cada falecimento. No mundo, as mortes representam 21% e as recuperações 79%.
Porém, mesmo com a quarentena – que muitos preferem que seja encerrada ou amenizada –, há locais onde o sistema de saúde já está saturado. Nos estados do Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco, 90% dos leitos estão ocupados. Na capital de São Paulo, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas está com todos os leitos de UTI ocupados, segundo informou Jaques Sztajnbok, médico supervisor da UTI, em entrevista à GloboNews. Ele disse que, nessa situação, já se está tendo de escolher quem irá ou não para a UTI, pois ao surgir uma vaga – por cura ou falecimento – há sempre mais de uma pessoa aguardando essa chance de sobreviver.
Enquanto outros leitos de UTI podem ser providenciados pelos governos, enquanto mais testes estão sendo comprados e começam a ser aplicados em percentuais maiores na população, não há solução melhor do que manter o máximo possível o isolamento.
As pessoas precisam conscientizar-se da gravidade do momento e respeitar as regras recomendadas pelas autoridades sanitárias: todos que puderem devem ficar em casa e quem não puder, ao sair deve tomar todos os cuidados: usar máscaras, evitar aglomerações, lavar bem as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, deixar o calçado fora da casa ao chegar, higienizar as embalagens das compras; procurar orientação médica diante de vários sintomas suspeitos de contaminação.
Números do mundo
Dados atualizados do site https://www.worldometers.info/coronavirus/
Número de casos no mundo todo: 2.536.647 (325 para cada milhão de habitantes)
Mortes: 175.759 (21%) (22,5 mortes para cada milhão de habitantes)
Recuperados: 677.042 (79%)
Casos ativos: 1.683.846, dos quais 1.626.275 mais leves (97%) e 57.571 com maior gravidade (3%).
