A empresa farmacêutica Pfizer, junto com cientistas da Universidade de Nova York (NYU) e com a da companhia alemã BioNTech, está desenvolvendo uma vacina contra o novo coronavírus, cujos testes em humanos começaram há poucos dias nos Estados Unidos. Pelo andamento da pesquisa, fontes da Pfizer anunciam que esperam que a vacina esteja pronta em setembro. Essa previsão é bem mais animadora do que as de outras fontes que têm se manifestado sobre o tema, para as quais resultados conclusivos demoram bem mais tempo.
Empresa de SP também busca desenvolver vacina
Ante à corrida laboratorial na busca por uma vacina contra a covid-19, uma Empresa Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento desponta nesse cenário: a Farmacore.
Situada em Ribeirão Preto e especializada no desenvolvimento de produtos biotecnológicos e imunobiológicos, a Farmacore está envolvida no desenvolvimento de uma vacina totalmente inovadora contra o coronavírus, buscando colocar-se em uma posição competitiva em relação aos demais laboratórios que se debruçam sobre essa árdua tarefa.
Com uma vasta experiência e reconhecimento tanto nacional como internacional, a equipe de cientistas da Farmacore e seu parceiro norte-americano, a PDS Biotechnology, já participaram com sucesso no desenvolvimento de uma nova vacina contra tuberculose no Brasil e no exterior.
Baseada em sua experiência em desenvolvimento de imunobiológicos, e aliada a sua parceira norte americana, a Farmacore desenhou uma composição vacinal que contém um importante antígeno viral associado à um sistema carreador totalmente inovador. A formulação vacinal contém ainda uma série de epítopos para ativação de resposta imunológica para a produção de anticorpos neutralizantes e ativação de linfócitos T CD4 e T CD8 citotóxico.
“A Farmacore possui uma plataforma tecnológica para desenvolvimento de vacinas altamente inovadoras com comprovada eficácia para diversas doenças, tanto para o setor humano como veterinário. A empresa parceira norte americana possui um pipeline de vacinas já em ensaio clínico nos EUA com aprovação do FDA. A junção das duas tecnologias permite uma formulação altamente imunogênica e com um sistema de delivery comprovadamente seguro e eficaz. Portanto, este conhecimento conjunto dará muita velocidade ao desenvolvimento da vacina contra a covid-19, o que pode encurtar os prazos para os testes; não podemos precisar o tempo, pois além dos desafios técnicos, existem as normas regulatórias a serem seguidas, indispensáveis para a realização dos testes em humanos”, afirma Helena Faccioli, diretora executiva da Farmacore.
Vale ressaltar que a iniciativa trará grandes benefícios ao país, uma vez que fará o Brasil entrar no rol das nações em que o setor privado se encontra em grande atividade para o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. Além disso, uma produção dessa vacina em escala global pode trazer muitas vantagens para a ciência e tecnologia nacionais.
“O desenvolvimento local e a possível produção orientada com esta tecnologia, naturalmente, constitui uma vantagem para a redução de custos e preços. O completo controle sobre todos os processos é fundamental para esta possibilidade de acessibilidade maior ao produto resultante. Um produto que pode ter escala global, também, contribui em muito para diluir custos e preços”, afirma Faccioli.
A Farmacore entende que o sucesso de uma nova proposta vacinal para a COVID-19 depende da tecnologia e infraestrutura da empresa, da competência na escolha de antígenos que sejam imunogênicos e tenham papel importante no controle da infecção por longo período de tempo, do tipo de carreadores e/ou adjuvantes para induzir o tipo certo de resposta imunológica e de longa duração, do tempo de desenvolvimento e produção da formulação para testes pré-clínicos e clínicos, da facilidade de otimização do processo industrial indispensável à produção e a distribuição da vacina em larga escala.
“Além disso, é imprescindível uma grande articulação entre as entidades governamentais, reguladoras e financiadoras para o sucesso do projeto”, diz a executiva.
