Uma publicação do The New England Journal of Medicine divulgou o estudo https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2007764?query=featured_home, cujos resultados foram determinantes para a FDA (equivalente à Anvisa, nos Estados Unidos) a liberar o uso do medicamento Remdesivir em pacientes com covid-19.
Segundo o estudo, 538 pacientes foram tratados com Remdesivir e outros 513 com placebo. Nem uns nem outros sabiam se estavam em um grupo ou no outro.
Os que receberam o medicamento obtiveram cura na média em 11 dias; os demais, demoraram 15 dias para se recuperar. Em um momento em que há mais pacientes precisando de uma vaga na UTI do que há leitos disponíveis, reduzir o tempo de tratamento pode fazer muita diferença.
Quanto aos que não sobreviveram no decorrer do estudo, 11,9% haviam recebido placebo e 7,1% tomaram o Remdesivir. Reações adversas também atingiram mais os que foram testados com placebo: 141; enquanto os que foram tratados com o remédio foram 114.
O estudo foi conduzido pelo National Institute for Allergy and Infectious Diseases (NIAID) .
A empresa que produz o Remdesivir resolveu abrir mão da patente, para que possa ser fabricado em 127 países. O Brasil ainda não foi incluído. A Anvisa analisa a autorização. A publicação que foi feita agora nos EUA talvez possa acelerar essa providência e as negociações com o laboratório norte-americano para que os brasileiros tenham acesso ao medicamento.
Remdesevir pode acelerar cura de covid de 15 para 11 dias
