Deputados estaduais que fazem parte do grupo Parlamentares em Defesa do Orçamento (PDO) estiveram nesta quinta-feira no hospital de campanha contratado pela Prefeitura de São Paulo para ser instalado no Parque Anhembi, para apurar denúncia de que estaria vazio.
Compõem o PDO: Sargento Neri (Avante), Márcio Nakashima (PDT), Coronel Telhada (PP), Leticia Aguiar (PSL), Ed Thomas (PSB), Coronel Nishikawa (PSL), Adriana Borgo (Pros), Conte Lopes (PP) e Tenente Coimbra (PSL).
De início, foram impedidos pela segurança de entrar no recinto. Depois de muita discussão, vídeos transmitidos ao vivo, acabaram autorizados. Em uma transmissão, Márcio Nakashima citou que boa parte do hospital de campanha está vazia; em outras alas, faltam equipamentos como respiradores. O contrato foi feito com a organização social Iabas, a mesma que está sendo investigada por supostos negócios escusos no estado do Rio de Janeiro. Ele criticou que a Prefeitura por cogitar alugar leitos de hospitais particulares, enquanto a estrutura do Anhembi está tão incompleta. “Após princípio de tumulto, pudemos conferir mais um exemplo de má gestão dos recursos públicos no Hospital de Campanha do Anhembi. O governo quer alugar leitos de hospitais privados e vemos esta estrutura inoperante. Detalhe: é administrado pela IABAS, investigada pelo MP do RJ”, escreveu no twitter.
Nakashima anunciou que os membros do PDO irão editar as imagens colhidas na visita para preparar uma representação ao Ministério Público para as devidas providências.
Clique neste link se quiser assistir ao vídeo postado pelo deputado no Facebook.
Neste link está o vídeo divulgado pela deputada Adriana Borgo.
Prefeitura de S.Paulo afirma que há 804 pacientes sendo atendidos
Em defesa divulgada pela Prefeitura de São Paulo, a respeito das denúncias feitas via redes sociais na quinta-feira, 4/6, por deputados estaduais, a gestão Bruno Covas afirma que o hospital de campanha instalado no Parque Anhembi está com 804 pacientes sendo atendidos e que há outros 55 aguardando transferência para lá.
O secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, disse que irá registrar queixa-crime contra os deputados, que teriam desrespeitado funcionários e pacientes. Segundo ele, o grupo invadiu o recinto, o que é contestado por eles, que teriam sido autorizados a entrar pela Iabas, a organização social que administra o local.
Aparecido alega que as alas vazias estão sendo preparadas gradativamente, para atender à medida das necessidades. “Não faz sentido pagar recursos humanos para atuar enquanto a demanda está sendo atendida nas alas que estão prontas”, afirmou.
Dados da Secretaria dão conta de que no hospital improvisado no Anhembi já houve 82 altas e oito pacientes que ali estiveram sendo tratados foram transferidos para outras unidades.
(foto: reprodução da internet)
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