
O Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo publicou edital no jornal O Estado de S.Paulo neste sábado, 27/6, anunciando a disposição da categoria de entrar em greve à zero hora da quarta-feira, 1/7, por tempo indeterminado.
O motivo, segundo alega a diretoria do Sindicato, é que o Metrô não desistiu de retirar vários direitos e realizar cortes de salários do mês de junho. Afirma ter-se esforçado por uma solução negociada.
O Sindicato promoveu uma assembleia on-line nos dias 24 e 25, na qual 2.265 participantes (90,42% do total) votaram a favor da decretação de Estado de Greve, com greve marcada para o dia 1º/7 e nova assembleia no dia 30/6.
“Foi aprovado o plano de lutas com uso de coletes, adesivos e botons nas áreas operativas e uso de adesivos nas áreas de manutenção e administração a partir de segunda-feira (29/6). Além disso, 95,65%, isto é 2.396 trabalhadores, aprovaram a proposta de não fazer horas extras como parte da luta em defesa dos direitos”, diz nota no site da entidade.
Entre as regras permitidas durante a pandemia, foi autorizada a redução das jornadas e respectivos salários, como forma de evitar demissões pelas empresas. A diretoria do sindicato, entretanto, considera que não é justo que a queda na arrecadação da Cia. seja alegação para redução de salários da categoria. Afirma que os metroviários são trabalhadores essenciais e que não pararam durante a pandemia, prestando um serviço fundamental à população, especialmente para outras categorias essenciais no combate ao coronavírus, estando, por isso, mais expostos a serem contaminados pelo vírus.
Como ainda há outra assembleia marcada para dia 30, é possível que se chegue a um acordo, pois uma greve no metrô paulistano no atual momento colocará em colapso o transporte coletivo, já agravado com a redução na circulação de ônibus, com consequências imprevisíveis nos índices de contaminação com a covid-19.
