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PDO pede impeachment de Doria; líder do governo responde

Deputados do grupo Parlamentares em Defesa do Orçamento (PDO) protocolizaram, na tarde de terça-feira, 14/7, um novo pedido de impeachment do governador João Doria (PSDB/SP) atribuindo-lhe crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos durante ações no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Irregularidades encontradas durante vistorias ao Hospital de Campanha do Anhembi fundamentam o pedido. No documento, que foi protocolizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), os deputados citam supostas ilegalidades denunciadas pelo grupo e que foram objeto de um relatório de fiscalização feito pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

O documento aponta irregularidades no contrato de US$ 100 milhões para a compra de 3 mil respiradores, firmado com a empresa Hichens Harrison & Co., que foi cancelado após o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) abrirem investigações contra Doria.

O pedido de impeachment também é embasado em contrato de R$ 14 milhões para a compra de aventais, assinado com uma empresa de Itapevi, que foi cancelado pelo Governo após a divulgação das ilegalidades. 

Os autores do pedido são os deputados: Tenente Coimbra, Márcio Nakashima, Sargento Neri, Coronel Telhada, Adriana Borgo, Letícia Aguiar, Ed Thomas, Conte Lopes e Edna Macedo. Eles argumentam que o governador tentou criminalizar os deputados que cumpriam sua função de fiscalizar repartições públicas.

Resposta do líder do governo

Segundo o deputado Carlos Pignatari, lider do Governo na Alesp, “o pedido de impeachment não passa de um movimento político de uma minoria de deputados que querem criar dificuldades para o governo João Doria. O pedido em si não tem fundamentação jurídica para prosperar. O governador está focado no combate da pandemia com objetivo de minimizar seus impactos e ajudar a população a enfrentar esse período mais crítico.”

  

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