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Experiências valiosas de mulheres vencedoras

Tão importante quanto citar as origens do Dia Internacional da Mulher e falar de êxitos obtidos, é relatar experiências vividas, ainda que nem todos os resultados tenham alcançado êxito. Aliás, um fato muito lamentável foi determinante para a organização feminina em busca de mais direitos e, principalmente, de mais respeito às mulheres, anos depois que as primeiras movimentações haviam tido início nos Estados Unidos e na Europa e depois até que os EUA passaram a celebrar o Dia Nacional da Mulher, em 1808. Há cem anos, em 1921, o 8 de Março passou a ser considerado o Dia Internacional da Mulher, mas o incêndio que dizimou 130 mulheres em março de 1911 havia sido o estopim para a mobilização, que incluiu uma grande manifestação em 1917, com 90 mil mulheres.

Neste ano, a edição especial da Weekend de março inclui o relato de três mulheres que tiveram envolvimento direto nas eleições municipais: Simone Carleto foi candidata a prefeita pelo PSOL, Adê Rocha foi vice na chapa PT-Solidariedade e Eliana Galvão foi vice na chapa do PRTB. Não venceram a eleição, mas superaram obstáculos, preconceitos e saíram fortalecidas pela experiência obtida e pelo tanto que puderam aprender sobre a cidade, seus problemas e possíveis soluções, além das inúmeras situações que vivenciaram, acolhidas com carinho por uma população sofrida, principalmente por mulheres que vislumbraram nelas uma esperança de dias melhores.

A terapeuta Cíntia Kliman relata o quanto foi preciso reinventar-se para ser a melhor mãe que pudesse para a filha Sofia, que nasceu com uma rara síndrome.

A advogada Sandra Montanhani conta por que se especializou em causas envolvendo questões de saúde, tanto pelo lado do consumidor, quanto no sentido de prestar consultoria a empresas e profissionais.

Orientar adolescentes e jovens na difícil escolha da carreira a seguir é uma das tarefas a que se propõe a psicopedagoga Katia Ura, que também atende famílias, ajudando-as nas relações com os filhos.

A administradora Rosemary Hammer cita o quanto a somatória das experiências vividas em diferentes papéis que exerceu ajudaram sua empresa a conquistar reconhecimento no mercado.

A poetisa e professora de Artes Jandilisa Grassano enumera o quanto já fez pela cultura da cidade que escolheu como sua, no momento em que toma posse como efetiva na Academia Guarulhense de Letras.

O Instituto Flowir, dirigido pelas psicólogas Rose Guedes e Tatiane Sanches, comemora cinco anos de atividades. Utiliza a terapia cognitiva comportamental em busca do bem-estar dos clientes, onde quer que estejam, inclusive em outros países.

A empresária Vera Novo orgulha-se por ter ampla maioria de mulheres nos dois estabelecimentos que dirige: a escola de idiomas Centro Britânico e o Espaço Livre Café Bar.

Enfim, a luta das mulheres por mais espaço, por igualdade de direitos, a começar pelo voto, ainda tem muito pela frente, pois elas precisam comprovar a cada momento sua capacidade, já que os preconceitos são enraizados. Outro aspecto importante a ser combatido é a violência contra a mulher, presente no cotidiano em pleno século XXI. Não é demais lembrar que as múltiplas tarefas que as mulheres desempenham acabam por limitar seu direito ao merecido descanso, ao lazer ou mesmo ao ócio, pois ninguém é de ferro.

A todas as mulheres, mais do que homenagens, o nosso respeito.


Instituto Flowir comemora cinco anos


Com a terapia cognitiva comportamental, promove saúde e bem-estar, onde o cliente estiver

O Instituto Flowir está celebrando seus cinco anos de funcionamento, em novas instalações e em constante evolução, com a missão de promover o bem-estar, saúde e educação ao maior número de pessoas, utilizando a terapia cognitiva comportamental, que é considerada padrão ouro para 85% transtornos mentais, recomentada pela OMS – Organização Mundial da Saúde; toda sua prática é baseada em evidências; isto é: tem respaldo científico, para o tratamento de diversos problemas.


Os bons resultados que têm sido obtidos devem-se à união das sócias Rose Guedes e Tatiane Sanches, cujas experiências e especialidades se complementam. Em sua sede, no Bom Clima, em Guarulhos, buscam propiciar um ambiente aconchegante, no qual os clientes sintam-se à vontade.

Tatiane foi incentivada por Rose a cursar Psicologia, um curso e uma carreira que já lhe despertavam muito interesse. A troca de ideias entre elas fez com que concluíssem por montar o Instituto antes mesmo que Tatiane concluísse o curso.

Ela explica que o nome surgiu a partir do estado de flow, também chamado de estado de fluxo ou simplesmente fluir. “Segundo os pesquisadores positivos, o estado de flow se dá no momento que fazemos uma atividade muito prazerosa, onde usamos nossas habilidades e forças pessoais, a fim de realizar nossas virtudes, o que nos faz seres felizes e plenos”, diz.

Tatiane criou o blog com o intuito de dividir seu conhecimento sobre psicologia, promoção de saúde e bem-estar que pode ser adquirido com o autoconhecimento, tarefa que está no centro dos serviços e atendimentos que o Instituto Flow Ir faz, orientando mulheres, homens, jovens, crianças, casais e grupos.

Além das duas sócias, a equipe conta com profissionais como a psicóloga clínica Natália Toneto, Márcia Almeida, Hiago Felipe, Daniela Tavares e também as psicólogas estagiárias Samanta Ramires e Beatriz Fonseca.

Atendimentos

O Instituto Flowir atua também com psicoterapia on-line, atendendo clientes de diversos estados e países desde 2018, antecipando-se à realidade imposta pela pandemia. Entre outros serviços, há atendimentos específicos para crianças e jovens; treino de habilidades sociais e emocionais; acompanhamento terapêutico, orientação de pais e cuidadores, supervisão para psicólogos, e psiquiatras, avaliações psicológicas.

Os profissionais do Instituto deixam claro que qualquer pessoa pode utilizar o atendimento psicológico para a promoção de saúde e bem-estar, além de tratamentos específicos, pois depressão não é preguiça, transtorno mental não é bobagem nem motivo de vergonha, ansiedade não é frescura e TOC é algo que precisa ser encarado com seriedade”.

A equipe convida quem tiver interesse em conhecer melhor o Instituto Flowir a fazer uma visita ou a acessar o site www.institutoflowir.com.br, por meio do qual é possível, inclusive, reservar horários e obter atendimento online, facilmente.

Av. Mariana Ubaldina do Espírito Santo, 601 – Macedo, Guarulhos
Tel. (11) 99779-6661 com Samanta Ramires


Sandra Montanhani e a Justiça a serviço da saúde

A advogada Sandra Montanhani sempre optou por atuar na área cível, mas voltada para o Direito de Família. Foi nesse exercício que acabou percebendo que boa parte das famílias veem-se em situações complicadas quando se trata de cuidar da saúde, que haveria de ser um direito universal e dever do Estado.

No cotidiano, esse direito passa longe dos cidadãos comuns. Após atuar em um caso específico, defendendo paciente que estava se sentindo prejudicado, Sandra resolveu especializar-se nessa área, porque notou que há inúmeras situações nas quais o direito de cidadania e o de consumidor não são respeitados.

Nesse sentido, seu escritório tem patrocinado ações contra planos de saúde, hospitais e órgãos públicos, obtendo êxito em muitas delas. “Muitas vezes, as famílias se sentem impotentes, diante do poder de verdadeiros conglomerados. Mas a Justiça está aí para defender quem não tem seu direito respeitado.

Por outro lado, ela comenta que, ao estudar casos mais complexos, adquiriu conhecimento que tem permitido evitar problemas jurídicos e administrativos, contra médicos, dentistas e clínicas de estética. “Vejo que há médicos que desconhecem alguns de seus deveres; por exemplo, não sabem que são obrigados a denunciar violência doméstica; outros não interpretam corretamente as resoluções do Conselho Regional de Medicina”, informa. Assim, sua experiência pode vir a ser útil a profissionais e empresas, de forma preventiva.

“Nota-se que, por ter o tempo muito tomado, dificilmente médicos, dentistas e outros profissionais da área da Saúde não se dedicam a evitar problemas, só agindo quando têm de se defender de algum processo que lhes é movido. No entanto, é muito mais racional contar com uma consultoria que propicie evitar processos ou mesmo queixas”, aconselha.

Em vídeos postados nas redes sociais, tem divulgado atitudes simples mas efetivas que podem e devem ser tomadas pelos consultórios. “A anamnese do paciente no primeiro atendimento, por exemplo, pode garantir contra surpresas, ao tomar conhecimento de situações, doenças ou sensibilidades preexistentes”, sugere.

“Sou apaixonada pelo Direito. E é uma realização atuar ajudando a desafogar o Judiciário, aparando arestas e prevenindo conflitos”, conclui.

Contatos: WhatsApp (11) 98909-5453

A grande virada de ponta-cabeça foi
o que pôs meus pés no chão

Eu desde menina quis ter uma vida corporativa de sucesso, fiz colégio técnico, faculdade e consegui empregos em multinacionais, nas quais era muito bem remunerada e cheia de benefícios, parecia perfeita. Eu me casei, tivemos uma filha linda, a Sarah e quando ela completou um ano, decidimos ter mais um filho, pois sempre quis “a casa cheia”. Venho de uma família grande e muito movimentada – sou a terceira filha de um total de 6 irmãos. Bom, mais um desejo se realizando e chega em breve a segunda filha, nossa Sofia.

Tudo ia bem, exames e pré-natal em dia, e no oitavo mês de gestação, em um exame de rotina, fui surpreendida pelo médico com um laudo de que minha pequena joia teria uma síndrome muita rara chamada de Crouzon, associada a craniostenose. Lembro-me bem dos médicos dizendo que precisaria esperar para ver como as coisas aconteceriam, pois era raro e muito novo lidar com casos como o dela; não saberiam quando ela iria andar ou sentar, se aprenderia a ler e escrever, e muitos “se” foram colocados à nossa frente.

Saímos, eu e Fábio do hospital, direto para casa da minha mãe, arrasados, com muito medo e assustados… E chorei, chorei muito, contando tudo nos mínimos detalhes para a Dona Lucia e quando ela percebeu que nosso desespero só aumentava, ela disse: – Chega! Vocês precisam parar com isso agora! Minha filha, decida agora que tipo de mãe você quer ser para seu bebê, porque ela não precisa de uma mãe fraca e desesperada. Ela vai precisar de alguém que lute, que aceite ela exatamente como é, mas a escolha é sua. Você decide se quer ficar chorando ou se quer ser o que a Sofia precisa.

Confesso que na hora aquilo foi duro e cruel, pois hoje reconheço que sentia pena de mim. E quer saber: foi o melhor que minha mãe poderia ter feito, porque ali decidi ser a melhor mãe que eu pudesse ser, pois eu mal sabia o que me esperava, e literalmente me desesperar não ajudaria.

Até hoje, a Sofia passou por 12 cirurgias, sendo 9 de crânio (para liberar espaços e ela conseguir se desenvolver sem sequelas), duas de adenoide e uma de amígdalas, tudo para ela respirar melhor e ter uma vida mais leve. Hoje, com 12 anos, ela anda, fala (e muito), estuda, pratica esportes e é a pessoa responsável por me tornar uma mulher melhor e causar a grande virada na minha vida.

Depois dela, descobri que ser bem-sucedida financeiramente e carreira corporativa era muito pouco quando o que sem tinha em risco era a vida da minha filha. Por conta das cirurgias regulares da Sofia, fui demitida e me vi sem chão; foram dias difíceis, com um bebê que precisava de convênio, de medicação, uma outra criança ainda pequena e parecia de novo que tudo estava dando errado. Mais uma vez me reinventei: voltei a estudar, fiz terapia para me conhecer, passei por um processo de coach e descobri minha missão.

Aí nasceu a Casa da Madrinha, um espaço terapêutico para cuidar de crianças e mães com estados emocionais desregulados, para orientar mães a lidar com seus filhos, para ajudar crianças a construir autoestima, autoconfiança e serem mais felizes. Sim, fiz isso na prática, motivando, incentivando, construindo crenças positivas nas minhas filhas, nos consultórios e hospitais por onde passei.

Fiz formações em Psicopedagogia, PNL, Coach, Inteligência Emocional e muito mais na área de desenvolvimento humano; primeiro para entender e lidar com minhas dores, depois ela passou a ser ferramenta para contribuir para a vida de muitas outras famílias, pois aprendi que mulheres curadas, curam.

Depois de 10 anos de ótimos resultados, estamos inaugurando mais um espaço, com uma ótima estrutura para atender a todos com conforto e qualidade.

Sempre me perguntam: – Mas, por que Casa da Madrinha? Porque a minha casa sempre foi refúgio e acalento para nossos 13 sobrinhos, dos quais 6 são meus filhados. Adivinha onde era a Páscoa? Na casa da madrinha. E a festa junina? Na casa da madrinha., e o Natal? Na casa da madrinha… rs

Não poderia ser outro nome, este é o nome que acolhe, que ensina e que nunca desiste de deixar a vida ser mais leve.

Cíntia Kliman

Contatos pelo 11 94567-6427 ou @casadamadrinhaterapia

Eu, candidata a prefeita:
desafios dos papéis sociais da vida real

Fazendo uma retrospectiva do processo de me candidatar à Prefeitura de Guarulhos nas eleições de 2020, percebo o quanto cresci e amadureci, seja na atuação política ou na vida pessoal. Muitas pessoas souberam que sou mãe, atriz, professora, pesquisadora e que trabalho na Prefeitura. Várias delas estavam acostumadas a me chamar por filha do Valdir, irmã do Fábio, ex-esposa do Edmilson. Enfim, um sem número de vezes eu ouvi na vida que minha personalidade, atuação política e profissional era x ou y, por conta de atribuírem a mim referências e imagens pelas quais não poderia me responsabilizar. Impotente na maior parte das vezes, tive dificuldade em construir uma expressão própria, apesar de toda construção que (quem me conhece sabe) fiz durante toda a minha trajetória, trabalhando e estudando.

E desempenhar a função de candidata a prefeita me fez mobilizar muitos conteúdos internos e a história de toda a minha vida. Estaria exposta aos afetos de todo tipo, e em uma disputa que não te poupa, nem um pouquinho: contexto pandêmico, primeira vez como candidata, em uma cidade que nunca teve uma prefeita eleita pelo povo.

Para começo de conversa, e de campanha, eu deveria ampliar o espectro do meu conhecimento sobre a cidade, com dados e informações precisas, para além dos meus assuntos de atuação cotidiana, que são a educação e o teatro. Medidas mitigadoras, mobilidade urbana, esportes: esses e outros temas foram meu foco de aprendizagem no período e, como não poderia deixar de ser, construí, junto com pessoas que estavam na coordenação da minha campanha – todos militantes voluntários, ninguém contratado – diálogos com especialistas e ativistas que entendem e vivem os assuntos. Não deu outra: nosso programa de governo, coordenado por Valter Fontes, sem sombra de dúvidas (e sem modéstia), é o mais completo e radical (de ir à raiz das coisas) apresentado nesse processo eleitoral. Felizmente, onde nossa campanha, que era simples e com pouquíssimos recursos chegou, encantou, mobilizou e fez com que chegássemos a 9.319 votos. Dobramos a votação do partido na cidade e elegemos o primeiro vereador pela sigla.

Conseguimos isso por termos dialogado nas periferias, nos movimentos sociais, falando de socialismo de forma simples, relacionado à realidade das pessoas e ligado a tudo que se vive nos chãos da cidade. Eu dizia que ao trabalhar em escola, que é meu caso, ou posto de saúde, que são os únicos equipamentos públicos mais presentes nos bairros, desenvolvemos o contato com os problemas diários das pessoas. E que esses são enfrentados prioritariamente por mulheres, que ainda são maioria quando se fala em cuidados com a família.

As pessoas me elogiaram muito pela gama de assuntos que consegui abarcar com propriedade, e os pontos altos foram as sabatinas e os debates na Associação Comercial e Empresarial de Guarulhos, UOL-Bandeirantes, OAB – Guarulhos; e as entrevistas em diversos programas na cidade, como Radar de Notícias – Pedro Notaro; Tribuna Livre – Roberto Samuel; GruDiário – Eurico Cruz; GuarulhosWeb – Paulo Manso; Click Guarulhos – Valdir Carleto; Folha Metropolitana; Voz de Guarulhos – Rodrigo Souza; Câmara Esportiva – Ulisses Pinto; De cara com Douglas Nobre; GuarulhosOnline – Marcela Vasconcelos; Canal Participo – Danilo Martins; Guardiã da Notícia – Gabrielle Tricanico, entre outros. A todos agradeço imensamente pelas oportunidades.

Pude falar por mim, representando o partido (PSOL), mas me colocar verdadeiramente sobre o que penso e faço no mundo, como sujeita da história.

Sempre que perguntavam do meu pai, de posicionamento político, eu afirmava ter orgulho e gratidão por tudo que aprendi com ele. E afirmava também o quanto minha mãe, Elisabetta, foi fundamental à cidade de Guarulhos. Ela coordenou a implantação da única escola comunitária com as características que tinha a “Nossa Escola do Clube de Mães”, no Parque Cecap.

Como podem imaginar, sofri preconceitos de toda ordem e origem. Por esse motivo, tenho me dedicado a pontuar e combater as violências às quais nós mulheres estamos submetidas, sendo uma delas a violência política. Trata-se de comportamento advindo de homens e mulheres que desqualificam discursos femininos por serem vozes de mulheres, atribuem a elas rótulos e impõem barreiras.

E desde o dia seguinte ao término do primeiro turno, estou de volta ao trabalho como diretora de escola, cargo para o qual sou concursada. Editarei os livros de minhas pesquisas pedagógicas e teatrais, e continuarei ministrando aulas com o CAC – Walmor Chagas, da Cia. Teatro da Cidade, em São José dos Campos, além de ministrar aulas com meu grande mestre e orientador, Alexandre Mate, no curso de pós-graduação da Unesp.

Nesse trajeto, tive também muito apoio, afeto, compreensão e reconhecimento, motivo pelo qual saio fortalecida, com o olhar crítico mais apurado para os problemas e soluções para a cidade. E sim, faria tudo novamente se preciso fosse. Entramos para o imaginário da cidade como uma possibilidade viável de futuro, e essa conquista simbólica considero muito significativa no tempo em que vivemos, no qual é fundamental propor alternativas, de forma criativa e inovadora.


Rose Hammer conta um pouco de sua trajetória

Rosemary Hammer nasceu e teve sua formação acadêmica em Guarulhos. Tem duas filhas, pelas quais nutre amor incondicional.

“Comecei os estudos no Colégio Torres Tibagy, passei pela Escola Brasília, Conselheiro Crispiniano e me formei Técnica de Administração de Empresas, na FIG, em 1984”, conta.

Tendo a música como seu hobby, começou a tocar piano aos 10 anos com a professora Ilse Reimann (hoje conservatório). Passou em seguida para oConservatório Municipal até completar 16 anos, tendo aula de História da Música, canto, solfejo, música de câmera e piano.

Relata que entre os horários do colégio e do conservatório, dos 13 aos 16 anos, treinava e jogava basquete no Ginásio Fioravante Iervolino, categorias mirim, infantil e juvenil, defendendo a cidade de Guarulhos nos campeonatos. “Confesso não era muito boa nisso”, diz entre risos, acrescentando que também fez curso de Datilografia. “Pois, para ser secretária , precisava do certificado”, justifica.


Vida profissional

Rose, como é chamada pelos amigos, começou a trabalhar aos 16 anos no Escritório Contábil Yara, com Dirceu Trilha, no setor de escrita fiscal. “Após 4 meses, já passei a ser conferente. Na Faculdade, em 1981, recebi um convite para trabalhar na Camargo Corrêa, na área de Medição. Obtive experiência e novos conhecimentos como secretária e conferente até 1985, quando da inauguração do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Pude conhecer o trabalho de campo, dutos, terraplanagem… Foi sensacional”, recorda, com saudade.

De 1985 a 1992, atuou na Hammer Ltda., empresa da família, aprendendo e ajudando no desenvolvimento de produtos.
Porém, em 1992, mudou-se para São José do Rio Preto. “Na época, casada e com duas filhas, montamos uma representação e fui proprietária de uma lanchonete chamada ‘Quintal’, durante 3 anos. Foi outra experiência, que me proporcionou novos conhecimentos”, diz.

Retornando a Guarulhos em 1998, voltou à Hammer para ajudar seu pai a reestruturar a empresa e dar sequência ao desenvolvimento de produtos, os quais, hoje patenteados, são referência no mercado do Agronegócio. “Somos fabricantes de embalagens (seringas), para aplicação oral e intramamária para animais de pequeno e grande porte. Também fabricamos embalagens para linha domissanitária doméstica e profissional (seringas para mata-formigas e baratas), assim como atuamos na prestação de serviço na injeção plástica e personalização em embalagens.

Assumindo a direção

“No ano de 2006, com falecimento do meu pai, Alfredo Hammer, assumi a Direção da empresa. Novo desafio, pois sem o conhecimento dele para ajudar na produção, aprendi sobre máquinas injetoras e moldes, implantando processos de ISO e BPF.
Ela explica por que novo desafio: “Por ser mulher, trabalhando no comando de uma empresa em área totalmente masculina. Hoje, fico feliz que essa visão sobre mulheres trabalhando na área fabril mudou”, revela.

Rosemary Hammer conta que seu desejo é continuar a ser referência nessa área de atuação, ajudando a passar seu conhecimento às suas filhas e aos colaboradores da empresa.

Conclui com um pedido: “Plante uma árvore, um arbusto, uma planta no seu jardim, em sua calçada, em seu quintal. O Mundo irá lhe agradecer.”


Meus experimentos políticos

Nunca tive medo das experimentações, tanto na vida profissional quanto nas andanças da política de classe e partidária no meu município! Tanto é, que já me candidatei a presidente da Subseção da OAB em Guarulhos e fui candidata a vice-prefeita em 2020, pelo PRTB.

A mulher… ser supremo… ventre sagrado que pode dar à Luz a vida e aos sentimentos éticos, não pode se afastar dos anseios familiares e sociais. Quando me lancei aos experimentos políticos, tinha uma preocupação com a Ética na Política, tema cada vez mais debatido nos últimos anos, algo que muitos de nós, das gerações atuais, imaginamos um dia que não precisaria estar no centro dos debates em pleno século XXI, porque em nossa juventude pensávamos que no mundo atual a Ética estivesse plenamente incorporada à política. Ledo engano, porque hoje, muito mais que no passado recente, a política carece de valores éticos.

Ética na Política volta a dominar uma parte dos debates – em especial no mundo feminino, quando pensamos no país que desejamos deixar para nossos filhos e netos.

Guerras, corrida espacial, golpes militares, deposição de governos democraticamente eleitos, ditaduras por todo o mundo, contrastando com a eclosão da contracultura, lutas pelos direitos civis; enfim, se por um lado os governos entrincheiravam-se na luta contra inimigos externos e internos, a sociedade civil, por todo o canto, sinalizava desejar um mundo totalmente diferente daquele modelo até então dominante.

A sociedade civil deseja um mundo com respeito às liberdades individuais e aos direitos civis, onde a Democracia se tornasse um valor intrínseco e inamovível, capaz de equacionar os conflitos sociais e disseminar a paz. Quando me lancei às experiências na política, imaginei o respeito ao jogo democrático, a honestidade na condução e apuração das eleições como elemento basilar para a construção de um Estado Democrático de Direito.

Combater as fraudes, a corrupção e toda a sorte de artifícios que interferem no processo eleitoral, conduzindo a resultados não representativos da verdadeira vontade popular, torna-se fundamental para conduzir nosso município no rumo desejado.
A corrupção é a rainha das fraudes, pois inicialmente adultera a vontade popular, com a compra de votos, compra de apoios, distribuição de bens e serviços para influenciar na vontade do eleitorado, dentre outros ardis, e, depois, alimenta com propinas os políticos eleitos com a utilização de seus esquemas, sempre com o objetivo de que estes atuem obrigatoriamente em benefício dos interesses dos agentes ou grupos corruptores.



Evidentemente, toda corrupção tem como objetivo final conduzir os agentes públicos a realizarem atos que contrariam a vontade ou os interesses do povo! Todo esse dilema nos leva ao debate acerca da Ética na Política, posto que havendo ética, não haverá fraude, corrupção ou outros tipos de distorção em prejuízo aos legítimos interesses populares.

Apesar de ser a rainha de todas as fraudes e a mais mortal dentre todas as doenças morais, seria a corrupção a única ferida ética a ser curada na política e na sociedade?

Penso que não. Todo desvio ético contribui para o atraso da sociedade. Um político comprometido com interesses contrários ou prejudiciais à educação pública universal e de qualidade, que não tenha compromisso com a saúde, nem como a segurança pública, o transporte público, bem comum e a cultura popular também viola princípios éticos, na medida em que são anseios de toda a população.

Cada indivíduo que deseja agir corretamente depara-se constantemente com questões inerentes à Justiça e às consequências de seus atos e das consequências produzidas, pois essa é a pedra fundamental sobre a qual devem-se construir os alicerces de um sistema político ético, esse é o compromisso inquebrantável com a Democracia.

Isso nos leva a muitas perguntas: Será que uma mente feminina conseguiria mudar esse cenário? Uma mulher é capaz de enfrentar e mudar esse cenário? Será esse um sonho impossível no espectro feminino? O ventre sagrado… que gera a vida, e que muitas vezes é o único administrador da família, seria capaz de instigar concepção de liberdade no povo livre de liberdade das amarras da ignorância cultural que permitirão a depuração e o amadurecimento social?

Chegará o dia em que predominará a ética na sociedade brasileira e, esta refletirá na política, segundo os valores do bem individual e comum. Até lá, será um longo caminho, com muita luta e permanente vigilância.

E o ventre sagrado será responsável por essa conquista!

Eliana Galvão
Advogada

Contatos por e-mail: eliana.galvao@elianagalvao.adv.br



As múltiplas atividades
e a experiência de Adê Rocha nas eleições


A professora e pedagoga Adenildes Alves Rocha – a Adê Rocha – assumiu em junho de 2020 a presidência do Rotary E-Club do Distrito 4563, um estilo diferente dos demais clubes de Rotary, porque boa parte das atividades é feita remotamente. “Aliás, a pandemia obrigou todos os rotarianos a aprender a fazer reuniões virtuais. As ações sociais que costumam ser desenvolvidas, porém, continuaram a ser feitas normalmente, inclusive contribuindo no combate à covid-19”, comenta. Reeleita para o exercício 2021-2022, espera conquistar novas lideranças para o clube de serviços e poder desenvolver um bom trabalho.

O ano de 2020 foi atípico para a Adê também por causa de sua atuação política. Filiada ao Partido Solidariedade, foi indicada para ser vice na chapa do candidato a prefeito pelo PT, Elói Pietá. “Foi uma fascinante experiência. Ainda que eu já estivesse acostumada à disputa eleitoral, fazer campanha com todas as limitações impostas pela pandemia foi um exercício diário de aprendizado. Tomando todos os cuidados, fizemos inúmeras visitas nos mais diversos bairros, ouvindo a população, conhecendo os problemas, estudando soluções. Fomos acolhidos com carinho e ter ido para o segundo turno mostra que nossa mensagem foi bem recebida. Sou muito grata por ter tido essa oportunidade”, relata.

Agora aposentada como professora, está atuando como representante da Universidade Cruzeiro do Sul, que acaba de instalar um amplo campus no Centro de Guarulhos. Ela faz visitas a empresas e instituições, divulgando as carreiras oferecidas e estabelecendo contatos para convênios e parcerias, tanto para os cursos presenciais quando os que são feitos a distância.

Adê mantém a atividade de coordenadora da Taça das Favelas, promovida pela Cufa (Central Única das Favelas), que ganhou impulso quando passou a ser divulgada pela Tv Globo. As inscrições de times estão abertas e espera-se que haja possibilidade de voltar à normalidade assim que a pandemia permitir.

Para completar, Adê exercita uma nova façanha: está apresentando semanalmente o programa “Projetos Cidade”, transmitido às quartas-feiras, das 19h às 20h, pelo Facebook. Ela entrevista pessoas de diversas áreas de atuação, tendo como foco os projetos que tenham em benefício da cidade de Guarulhos.



A função social da Arte de Jandilisa Grassano

No momento em que comemora sua posse como membro efetivo da Academia Guarulhense de Letras, a escritora e professora de Artes Visuais, Jandilisa Grassano, a artista plástica, relembra sua trajetória e enumera fatos que considera a essência de sua Arte: que carreguem junto a função social.

Nascida em São Paulo, mantém um certo jeito mineiro de ser, herdado da mãe, Anita, a quem muito venera. Viveu parte preponderante de sua vida no Norte do Paraná e relembra os dotes artísticos do pai, José, conhecido como Juca, e que muito a influenciaram. Em Arapongas, estudou, iniciou seus estudos na Música, especialmente no piano, fez parte do Coral Alvorada, tendo um CD, e do coral da igreja, formou-se, foi secretária e diretora substituta em escola municipal e professora de Português em “ginásio” estadual. Em São Paulo, obteve o Bacharelado em Gravura, Pintura e Escultura na Faculdade de Belas Artes, teve ateliê e formou uma plêiade de alunos.

Vindo a morar em Guarulhos no final dos anos 1980, adotou a cidade como sua e desde então busca pôr em prática, no cotidiano, essa essência social da Arte. Promoveu exposições em plena rua, doou quadros para serem leiloados em benefício de entidades, deu aulas de pintura a jovens de comunidades, encabeçou movimentos para angariar roupas para necessitados, e protestou – fazendo arte – contra a poluição visual provocada por candidatos em tempos de eleições.

Na década de 1990, foi ponte para o estreitamento de relações da cidade com a Itália, por meio do Consulado italiano em São Paulo. Arquitetou a vinda do então cônsul, Stefano Canavezzio, a Guarulhos, quando foi recebido em sessão solene na Câmara Municipal e depois visitou a fábrica da Bauducco na região de Cumbica. “O presidente do Legislativo na época, Fausto Martello, foi muito receptivo e me senti útil a Guarulhos promovendo aquela aproximação”, comentou.

Jandilisa cita, orgulhosa, ter sido acolhida como membro correspondente pela Accademia Internazionale Grecci – Marino, na Itália, em 1996. Ela expôs suas obras e promoveu exposições levando artistas brasileiros à Itália, Grécia, Mônaco e Uruguai.

Durante a curta gestão de Jovino Cândido na Prefeitura, Jandilisa foi nomeada secretária-adjunta da Cultura, ocasião em que procurou dar lugar aos artistas, poetas e escritores da cidade. Foram promovidos saraus nos mais diversos lugares, inclusive em praça pública. “Guardo até hoje, com muito carinho, as amizades que aquele tempo me proporcionou e o que foi possível realizar, mesmo enfrentando todo tipo de obstáculos”, relembrou.

Com obras espalhadas por inúmeras cidades, vários estados e alguns países, em 2013, Jandilisa resolveu registrar em um livro o resumo de sua carreira até então. Assim nasceu “Jandilisa Grassano, uma Arte só”, no qual mostrou fotografias de obras e de exposições, além de poemas e homenagens.

Em 2019, mais um livro. Em “Um quê de Arte”, produzido pela Carleto Editorial, publicou reproduções de detalhes de seus quadros, incluiu ambientações das quais eles fazem parte, poemas, contos, relatos de pessoas com as quais conviveu e registrou gratidão a tantos que com ela trabalharam.

Ao ingressar na Academia Guarulhense de Letras, diz esperar que possa, junto a todos os demais membros, contribuir para incentivar crianças e jovens ao hábito da leitura, por entender que a Educação é transformadora. “Quem lê sabe mais, questiona mais, evolui e assume seu papel por uma cidade melhor, um país melhor. A responsabilidade é de todos nós”, conclui.

A idealista Katia Ura e a orientação profissional

A psicóloga Katia Ura, orientadora profissional e psicopedagoga é fundadora da Ritus- Orientação Profissional & Desenvolvimento Humano, que já impactou mais de 3 mil jovens e adultos com seus programas, workshops e imersões.

Ela se define como uma pessoa idealista e sonhadora por um mundo melhor, desde criança. Fez parte do Movimento Escoteiro por 26 anos no Grupo Escoteiro UCEG, e naquele tradicional espaço da colônia japonesa em Guarulhos, a partir dos 17 anos começou a dar atividades e coordenar projetos educacionais para crianças, adolescentes e famílias. “Foi a partir dessas experiências que comecei a ver o impacto que a educação e o desenvolvimento humano podem gerar nas pessoas, nas famílias e sociedade”, relata.

Katia atua há 15 anos como psicóloga clínica, orientadora profissional individual e em grupo, faz palestras e presta serviços de assessoria psicológica e psicopedagógica em escolas, organizações educacionais e empresas. Fez parte da equipe de orientadores profissionais do quadro “Qual vai ser?” do programa da TV Globo “Como será?”, onde era apresentada a situação de jovens na escolha profissional, influência dos pais e a busca de autoconhecimento através da orientação de um profissional.

“Não me limito a trabalhar no consultório. Gosto de explorar as múltiplas facetas e espaços onde a Psicologia junto com a Educação pode atuar. Com base nos meus ideais, sonhos e experiências, me inspirei criando a Ritus. É uma empresa de Orientação Profissional e Desenvolvimento Humano, formada por profissionais qualificados nas áreas da Psicologia, Educação e Orientação Profissional. Realizamos atendimentos presenciais e on-line, palestras, imersões, workshops e parcerias com empresas e instituições educacionais através de programas de orientação profissional e a ‘Ritus na Escola’, que são encontros mensais para trabalhar as competências socioemocionais dos alunos do Fundamental II e Ensino Médio”, explica.

A Ritus faz parcerias com escolas, universidades e empresas. Tem como missão proporcionar aos jovens e adultos participantes, o “despertar do herói interior”, da autonomia e protagonismo em relação à própria jornada, possibilitando a compreensão de seu processo de maturidade e responsabilidade pelas próprias escolhas.

“Para isso, utilizamos uma metodologia única, com base no tema arquetípico que envolve a Jornada do Herói. De forma lúdica, divertida e dinâmica, conseguimos convidar jovens, adultos e famílias para reflexões profundas sobre autoconhecimento, gratidão, empatia, amor-próprio, resiliência e busca de soluções, para enfrentarem suas dificuldades e fazerem escolhas com mais consciência e responsabilidade. Foram até agora seis Jornadas do Herói, com mais de 40 famílias”, conta.





Kátia conclui definindo o que entende por herói e heroína: “Acredito que o verdadeiro herói ou heroína está dentro de todos nós, não são aqueles que serão os únicos a salvarem o planeta, mas são aqueles que têm coragem de seguir o chamado da alma, ser verdadeiro consigo mesmo, e desta forma, ser verdadeiro com o próximo. Acredito no nosso potencial humano e nas competências que nos tornam únicos. Acredito que quanto mais jovens conscientes de si, de sua importância no mundo, teremos mais profissionais responsáveis, éticos e felizes na sociedade no futuro.”

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