As medidas restritivas anunciadas pelo Governo de São Paulo, que impediram as lojas de abrirem a partir do último dia 6 por conta do agravamento da pandemia, já refletiram na prévia do Balanço de Vendas de março da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Os dados preliminares da Boa Vista Serviços S/A indicam que a movimentação do varejo teve queda de 18,9% em relação a fevereiro e de 16,8% comparado a igual mês do ano passado.
Se considerarmos apenas o período de fechamento do comércio (de 6 a 15 de março) constata-se que a queda daquela semana que começou a vigorar a fase vermelha do Plano de Flexibilização Econômica, impedindo o funcionamento dos serviços considerados não essenciais, foi de 30,5% em relação à semana anterior. Comparando ainda a mesma semana com o período equivalente à semana de referência de 2020 a diminuição das vendas foi de 28,5%. Os dados não incluem o comércio eletrônico.
“Esses índices mostram que os comerciantes no geral foram fortemente afetados pelas restrições, o que coloca em risco a sobrevivência de muitas empresas”, disse Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo. “Até o momento, as medidas anunciadas pelo Governo do Estado para ajudar os comerciantes são insuficientes”, complementou.
Nesta quarta-feira (dia 17), o governador João Doria Jr. anunciou, entre algumas medidas, R$ 50 milhões de crédito para comércio, salões de beleza e empresas de eventos por meio do Banco do Povo, reduziu a alíquota de ICMS da carne e prorrogou a suspensão de corte de gás e água.
