Filiado ao MDB e pouco conhecido da população paulistana, o vice-prefeito Ricardo Nunes assumiu a Prefeitura de São Paulo quando Bruno Covas licenciou-se do cargo no início do mês, em busca de tratamento para o câncer que acabou ceifando sua vida neste domingo.
Ricardo Nunes foi vereador por duas legislaturas, fez parte da base de apoio do então prefeito Fernando Haddad, até 2016, quando se reelegeu, passando a ser também da bancada da situação da gestão Doria-Covas. Em 2020, foi indicado pelo MDB a compor a chapa com Bruno Covas, sendo eleito vice-prefeito no segundo turno.
Tendo como reduto o extremo da Zona Sul da cidade, Ricardo Nunes tem forte ligação com a Igreja Católica, defendendo temas tidos como importantes para a religião. Por exemplo, nos debates para a formulação do Plano Municipal de Educação, atuou para barrar termos de identidade de gênero. É contra subsídios que a Prefeitura paga a empresas de ônibus, confrontando com a posição do presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (DEM).
Durante a licença de Bruno Covas, manteve-se discreto. Resta ver como irá se comportar agora que passa a ser prefeito efetivo. Ao que tudo indica, Nunes não tem planos imediatos para buscar alçar outros voos na política, o que leva a crer que cumprirá até o fim o mandato de prefeito da maior cidade do Brasil, em dezembro de 2024.
Valdir Carleto
(foto: reprodução do Facebook)
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