Respondendo a inquérito da Polícia Federal, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sentiu-se acuado e pediu exoneração do cargo, embora negue que tenha cometido irregularidades.
O inferno astral de Salles começou quando foi divulgada a reunião ministerial de 26 de abril, quando afirmou que se deveria aproveitar que só se falava em covid para “deixar passar uma boiada” nas questões do meio ambiente. Em outra fala, defendeu que muitas regras poderiam ser alteradas, criando facilidades, sem passar pelo Congresso Nacional. Houve milhares de despachos nesse sentido, inclusive com novas interpretações de leis em vigor. As evidências contra ele se reforçaram com as suspeitas de ter feito acordo com madeireiros.
O presidente Jair Bolsonaro nomeou Joaquim Álvaro Pereira Leite para substituí-lo. Ele respondia pela Secretaria da Amazônia e Serviços Ambientais.
Ricardo Salles pede para deixar Ministério do Meio Ambiente

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil