Na sexta-feira, dia 23, vários tutores estavam com seus cães no Pet Park Bartolomeu de Carlos, próximo ao Parque Maia Shopping, em clima absolutamente normal, como costuma ali acontecer. Vários frequentadores já se tornaram amigos e seus animais geralmente passeiam e brincam no local tranquilamente. De repente, pouco após as 19h, surgiu um tutor com um cachorro da raça pitbull, sem focinheira e atacou uma cadelinha basset, abocanhando seu corpo.
Várias pessoas acorreram, tentando fazer com que o pitbull liberasse a fêmea. O tutor do cão também ajudou. Assustada, a basset acabou mordendo superficialmente três pessoas.
Preocupadas com os ferimentos, as pessoas dirigiram-se ao HMU (Hospital Municipal de Urgências), chegando às 20h, com o objetivo de serem vacinadas contra a raiva. No entanto, foram ali informadas de que esse tipo de atendimento só é feito ali entre 7h e 19h, de segunda a sexta-feira. Recomendaram que procurassem a Policlínica Paraventi, inclusive lhes fornecendo impresso com o endereço. Para surpresa das vítimas das mordidas, chegando na Policlínica às 20h20, lhes disseram que esse procedimento só é feito no HMU.
Insatisfeitas, as três pessoas resolveram deslocar-se para São Paulo, onde conseguiram obter a proteção contra a raiva no Pronto Socorro Municipal de Santana, na Zona Norte.
FALTA CONSCIÊNCIA E FISCALIZAÇÃO
Embora a iniciativa de construir os pet parques seja muito elogiada, porque útil e barata, esses espaços deveriam ter melhor estrutura, com, no mínimo, um servidor que fiscalizasse o cumprimento da obrigatoriedade do uso de focinheira, ainda mais quando se trata de animais que podem comportar-se violentamente, como ocorreu com o pitbull.
Falta também consciência das pessoas que levam esses cães a espaços públicos, pois deveriam importar-se com o risco que acabam oferecendo a terceiros quando não os coloca com os devidos equipamentos de proteção.
SUGESTÕES
Frequentadores fizeram sugestões de melhoria: “Pensamos em uma separação interna, como há no Bosque Maia; além de placas, alertando a necessidade de focinheiras, guias e coleiras. Pelo menos, ninguém poderá alegar desconhecimento. Se for mencionado o telefone da GCM, também pode inibir o uso indevido do espaço, pois é preciso haver segurança para quem frequenta o Pet Park”.
ENCAMINHAMENTO
Estamos enviando a demanda à Assessoria de Imprensa da Prefeitura, para que haja uniformidade nas informações entre HMU e Policlínica, evitando que os munícipes sejam tratados como joguetes; para que se explique por qual motivo não há aplicação de vacina contra a raiva à noite e nos fins de semana, já que não é possível prever quando um animal poderá ferir alguém; e, finalmente, para que o Dpan (Departamento de Proteção Animal) tome as providências sugeridas para aumentar a segurança no Pet Park Bartolomeu de Carlos.
