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Fuligem em casas de Guarulhos pode ter origem em incêndio de Franco da Rocha

Residências de Guarulhos e da Zona Norte de São Paulo foram tomadas por fuligem neste domingo, intrigando os moradores sobre o que teria causado o fenômeno. Quintais ficaram sujos de partículas, incluindo varandas de prédios.

Ao que tudo indica, o problema foi consequência de um incêndio de grandes proporções ocorridos no período da manhã na cidade de Franco da Rocha, que fica ao lado de Mairiporã, município vizinho a Guarulhos.

Fotos e vídeos nas redes sociais mostram como ficaram os quintais, com muita sujeira.






O incêndio aconteceu no Parque Estadual Juquery e as causas estão sendo investigadas. De acordo com informações colhidas pelo Corpo de Bombeiros, a queimada começou após a queda de um balão.

A mesma suspeita foi mencionada em postagem do deputado estadual Márcio Nakashima (PDT), que tem assessores que residem em Caieiras e relataram o hábito de equipes locais de soltar balões.


A ocorrência exigiu o deslocamento de cerca de 240 agentes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado (SIMA), Fundação Florestal, Bombeiros-civis e voluntários, utilizando viaturas terrestres, helicópteros e aviões no combate às chamas.Após mais de 15 horas de trabalho, o fogo continuava atingindo as matas à meia-noite de domingo para segunda-feira. Veja o vídeo postado pela Prefeitura de Franco da Rocha

Sábado, fogo no Jaraguá

No sábado, 21/8, outro incêndio ocorreu na mata vizinha à área indígena, na região do Jaraguá, na Capital. O fogo começou durante a manhã, chegou a ser controlado, mas novos focos foram registrados à noite. Os agentes estaduais atuaram em parceria com a comunidade e conseguiram extinguir as queimadas no fim do sábado. Nas últimas semanas, agentes da Operação Corta Fogo, que entra em vigor no período de estiagem, capacitaram a comunidade indígena na região sobre como proceder em caso de queimadas. A Fundação Florestal também entregou kits de combate a incêndio para os moradores.

Defesa Civil pede para que população não solte balões

 
Está em andamento uma campanha de conscientização para que a população colabore e siga as orientações preventivas de não: fazer fogueiras, queimar lixo, jogar cigarros nas rodovias próximas à mata, soltar balões, entre outras. As ações ocorrem em estações de trem, postos de combustível, rodovias, por meio de SMS da Defesa Civil, que alerta sobre as regiões mais sujeitas a incêndios. Além do tempo mais seco, a queima criminosa, atos de vandalismo e outras ações humanas contribuem para a ocorrência de incêndios florestais.
 
Fabricar, vender, transportar ou soltar balões é considerado crime ambiental (Lei Nº 9.605/98) e coloca em risco a vida humana e toda a biodiversidade. A pena prevista é de detenção de um a três anos ou multa.
 
Antes do período de estiagem, como medida preventiva, a Fundação Florestal executou mais de 30 mil m³ de aceiros na área e abriu 195 m³ de cacimbas para armazenamento de águas pluviais – medidas que contribuem para evitar que o fogo se alastre. No entanto, a falta de chuvas e as altas temperaturas deixam a vegetação seca e favorecem a propagação das chamas, dificultando o trabalho das equipes.

Problema é recorrente: em 2016, o Parque do Juquery também teve incêndio provocado por balão


 

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