As bilheterias das estações Belém, na Linha 3-Vermelha do Metrô, e Granja Julieta, na Linha 9-Esmeralda da CPTM não serão mais desativadas nesta sexta-feira (15), como havia sido previsto pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo (STM).
Com o anúncio da volta às aulas presencial obrigatória de todos os alunos do estado de São Paulo, a partir da próxima segunda-feira (18), a pasta alterou o plano e remarcou o fechamento total dessas bilheterias para 22 de outubro.
Até o dia 21, ambas as bilheterias seguirão funcionando parcialmente, apenas nos horários de pico (das 6h às 10h e das 16h às 20h), como vem acontecendo desde 8 de outubro, diz a pasta. Os passageiros terão à disposição no horário de funcionamento da estação a equipe do “Posso Ajudar”, funcionários treinados para esclarecer dúvidas.
“Essa alteração no cronograma é importante para atingir o cidadão que até então estava em casa e pode ainda não ter contato com a informação da substituição das bilheterias. Reforço que a população continua com todo apoio necessário para que essa transição ocorra da melhor maneira possível”, afirmou em nota Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos.
Está mantido, porém, o cronograma de fechamento total das demais bilheterias até o final deste ano. Segundo a secretaria, as datas de substituição das bilheterias serão divulgadas nos próximos dias.
Usuários lamentam mudança
Usuários das estações lamentarem a mudança. Idosos relatam dificuldade em acessar as máquinas de autoatendimento.
Apesar do anúncio já feito, o calendário da desativação dos guichês nas outras estações ainda não foi divulgado.
A expectativa da Secretaria de Transportes Metropolitanos é a de obter uma economia de R$ 100 milhões por ano.
Ainda segundo o governo, os funcionários das bilheterias vão ser realocados em outras funções. A secretaria de Transportes, porém, não informa quais tampouco quantos trabalhadores serão afetados pela mudança.
A secretaria alega que somente cerca de 25% dos usuários diários da CPTM e 15% do Metrô não usam o cartão do Bilhete Único ou do BOM e, portanto, serão impactados diretamente com o fechamento das bilheterias nas estações.
O governo também promete corrigir problemas técnicos que os terminais de autoatendimento frequentemente apresentam aos usuários do transporte público de São Paulo na hora da compra.
Segundo o secretário Alexandre Baldy, apesar da redução de custo, nenhum empregado que trabalha nas bilheterias do Metrô e da CPTM será demitido, mas a promessa não é válida para funcionários de empresas terceirizadas.
Bilhete digital
No final de 2020, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos lançou o bilhete unitário digital para ser utilizado nas estações do Metrô e da CPTM.
Batizado de TOP, o bilhete funciona por meio de QR Code em aplicativo de celular ou pode ser impresso em máquinas de autoatendimento. O valor da passagem é o mesmo do Bilhete Único: R$ 4,40.
O usuário pode comprar diariamente pelo aplicativo até dez bilhetes que não têm prazo para expirar. Os bilhetes unitários em papel ainda não têm data para sair de circulação.
O governo de São Paulo afirmou que cerca de 40 milhões de bilhetes com o QRCode já foram comercializados e emitidos pelo aplicativo TOP, do Metrô e da CPTM em São Paulo.
