Na noite de 20 de outubro, a Prefeitura de São José dos Campos e Fundação Cultural Cassiano Ricardo abriram a edição do 35º, às 20h. O presidente da FCCR, Washington Freitas, declarou aberta a programação, salientando a importância da atividade como proposta histórica em contemplar os grupos da cidade e a produção nesse momento pandêmico: “Também sou fruto do Festivale, que foi fundamental em minha formação artística e cidadã. Gostaria de agradecer imensamente a toda categoria artística da cidade e aos grupos teatrais por essa realização”.
Tom Freitas, como Washington é conhecido no meio teatral, parabenizou a coordenação do Festivale, exercida por Wangy Alves, coordenador da área teatral na Fundação Cultural e agradeceu o trabalho da curadoria, formada pelo próprio Wangy Alves, Eva Sielawa, Fernando Rodrigues e Simone Carleto. E enfatizou a importância das parcerias na composição da programação, citando o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Poiésis; o SESC; o SESI São José e o SESI São Paulo.
No uso da palavra, Wangy Alves divulgou o tema ‘Documentos Poéticos em Cena’ o 35° Festivale, anunciando que a programação prosseguirá até o dia 31 de outubro, com mais de 50 apresentações teatrais, além de 25 ações formativas, entre palestras, oficinas, residência, mesas de debate e lançamento de livros. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas antecipadamente, conforme indicação de cada atividade na programação. Segundo o coordenador as apresentações teatrais serão comentadas por um grupo de quatro críticos, que publicarão diariamente seus textos reflexivos. São eles Daniele Ávila Small (artista de teatro, crítica e doutora em Artes Cênicas), Felipe de Menezes (diretor, iluminador e professor de teatro), Lívia Mattos (circense, acordeonista, cantautora e socióloga) e Alexandre Mate, doutor em História Social e professor).
A equipe curatorial falou a respeito da organização do festival e de seu caráter duplamente documental. “Trata-se de um importante registro da potência artística de São José dos Campos, na qual grupos teatrais dialogam com a história da cidade, expressando suas visões de mundo e compartilhando-as com o público”, apresentou Simone Carleto. Já Eva Sielawa expôs como o Festivale busca garantir as representatividades: “Tivemos a formação de um Grupo de Trabalho de Mulheres da cidade e esse coletivo está aqui representado. Buscamos em toda a programação garantir os espaços para as vozes e para o respeito às diversidades. Em seguida, Fernando Rodrigues abordou a especificidade do momento e do hibridismo das produções (que dialogam com o cinema, o vídeo, relacionando teatro gravado, ao vivo, entre outras possibilidades) e da programação, que em parte será virtual e outra presencial, com apresentações no Teatro Municipal, Cine Santana e Teatro do Sesi, com público reduzido. Além disso, apresentou a peça de abertura: “Teremos agora
a peça ‘Sonhos de uma Noite com Galpão’, com o Grupo Galpão, de Belo Horizonte (MG). Participem de toda a programação”. A apresentação contou com a parceria da Poiésis e foi transmitida pelo canal da FCCR no YouTube.
Ainda segundo o coordenador do Festivale Wangy Alves, o evento também traz como destaque os 31 anos da Companhia Teatro da Cidade, com apresentação de repertório com quatro espetáculos, lançamento de livros e bate-papo.
