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Alta dos juros em ritmo acelerado vai frear retomada econômica

Foto: Freepik

A disparada da inflação e os evidentes riscos de rompimento do teto de gastos obrigaram o BC (Banco Central) a decidir pela maior alta da taxa básica de juros desde dezembro de 2002.

O “remédio amargo” elevou a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano, maior patamar desde 2017. Para o próximo encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), já ficou sinalizada uma alta da mesma magnitude, que levará os juros a 9.25% ao ano.

Já esperada pelos principais analistas do mercado financeiro, a decisão pela elevação dos juros em um ritmo mais acelerado tem um efeito nocivo para o crescimento econômico e deve interromper o processo de retomada após as perdas causadas pela pandemia do novo coronavírus.

As percepções de impacto no crescimento consideram que os juros mais altos encarecem o crédito para investimentos no setor produtivo e, consequentemente, geração de empregos. A movimentação tira o dinheiro do bolso dos consumidores e puxa para baixo o consumo das famílias, responsável por dois terços (cerca de 65%) do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Diante do cenário conturbado, os analistas do mercado financeiro já passaram a projetar um crescimento menor do PIB para 2021 e, principalmente, para 2022. O Itaú, por exemplo, aposta no encolhimento de 0,5% da economia brasileira no ano que vem. O ministro da Economia, Paulo Guedes, reclamou das novas projeções, classificou as revisões como “conversinha” e garantiu que o Brasil seguirá “no caminho da prosperidade”.

Solução

O agravamento do impacto dos juros na evolução da economia ainda pode ser minimizado com a adoção de medidas que reduzam a desconfiança de investidores nacionais e estrangeiros no Brasil, conforme afirmam os especialistas.

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